segunda-feira, 7 de julho de 2014

De onde virá a dinheirama?

As duas maiores chapas majoritárias que disputarão o Governo do Estado e a única vaga ao Senado Federal vão gastar, de acordo com o que se registrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), R$ 88 milhões na campanha eleitoral deste ano. É muito ou pouco?

Bom, para quem está dizendo que o Rio Grande do Norte está afundado, quebrado e mal administrado, gastar uma fortuna para chegar lá é, no mínimo, contraditório. Por quais motivos alguém iria gastar R$ 40 milhões para administrar um Estado falido?

A resposta quem deve ter é o candidato Henrique Eduardo Alves (PMDB). Ele informou esse gasto, de até R$ 40 milhões, na campanha dele ao Governo do Estado. Seu adversário mais direto, o vice-governador Robinson Faria (PSD), projetou gastos de R$ 18 milhões.

E nem adianta vir com a ladainha de que será a campanha do "rico contra o pobre". Nenhum candidato que projeta gastar R$ 18 milhões pode ser chamado de pobre. E este é quem recebe salário mínimo por mês e tem que se virar nos 30 para sobreviver.

Campanha rica também nas duas candidaturas de maior projeção ao Senado Federal. Tanto Wilma de Faria (PSB) quanto Fátima Bezerra (PT) projetaram gastos de até R$ 15 milhões. São duas professoras. Uma foi governadora e hoje é vice-prefeita. A outra é deputada federal.

A pergunta que não que calar: de onde virá a dinheirama?

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