segunda-feira, 14 de julho de 2014

Da escolha entre o ruim e o pior

O blog não crê em favoritismo de nenhum candidato. Seja a governador, ao senado, Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. Evidentemente que existem os que possuem maior estrutura. Mais dinheiro. A começar pela declaração de gastos que pretendem fazer na campanha eleitoral. Do mesmo modo este espaço não crê em apoios divulgados por assessorias de imprensa. Afinal, jornalistas fazem o papel deles: divulgar seus assessorados.

Números de pesquisas ou de apoios não garantem vitória ou derrota de ninguém. Em 2002, por exemplo, ninguém dava crédito à candidatura da então ex-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), ao Governo do Estado. Ela derrotou grandes estruturas no primeiro turno e venceu seu principal adversário, o hoje ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB).

E sabem o motivo de candidatos, seja a qual cargo for, se preocuparem em divulgar apoios agora? Apenas para impressionar adversários e o eleitor, principalmente. Ainda se valem do chamado "voto útil", no qual o cidadão estaria optando não "perder o voto" e se decidir por quem se diz vencedor. Simples assim.

E o blog entrou no registro de candidaturas dos postulantes ao Governo do Estado. Para analisar as propostas deles: o que pretendem fazer na saúde, educação, segurança, cultura, turismo, geração de emprego e renda...

Ainda esta semana vai sair a primeira leva de análise sobre o que os candidatos ao Governo do Estado pretendem fazer em prol do Rio Grande do Norte.

Mas já adianta que não crê na proposta propagada pelo candidato Henrique Eduardo Alves (PMDB), de erradicar o analfabetismo em quatro anos. A questão é que nos nos últimos 20 anos, apenas os quatro (cujo período está em vigor), não se teve tanta preocupação com a área. Tanto no governo Garibaldi Filho quanto no de Wilma de Faria, a alternância de secretário de Educação seguia o mesmo ritmo de quem troca de roupa.

Faça-se o registro: apenas no governo Rosalba Ciarlini se tem, desde o início, a mesma pessoa no comando da Educação potiguar. Se Henrique, que tem apoio de Wilma e estava com ela em alguns momentos da política estadual, quer zerar o analfabetismo agora, implica dizer que o governo dela e o do primo ministro falharam. Acreditar? O blog, sinceramente, não crê em palavras ditas ou escritas em plano de governo, com letras arrumadinhas apenas para impressionar quem o lê.

Do mesmo modo que não crê na pretensão anunciada pelo vice-governador Robinson Faria (PSD), de "consertar" os erros do passado. É preciso, antes de tentar convencer o eleitor, convencer a si mesmo. E Robinson, até agora, tem falhado. Seu marketing e sua assessoria não conseguiram mudar o estilo dele. Até agora Robinson não deu sinais de que estaria disposto a convencer nenhum eleitor a votar nele. Falta o estilo popular.

Como se vê, as duas maiores candidaturas ao Governo do Rio Grande do Norte não empolgam. Mas um deles será eleito. E escolher entre o ruim e o pior é que é complicado.

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