quarta-feira, 16 de julho de 2014

Construção irregular causa problema em escoamento

A ocupação desordenada de áreas da periferia e o aterramento de locais que seriam caminho para o deslocamento das águas da chuva se constituem em problemas graves e crônicos em alguns bairros de Mossoró. O secretário municipal de Serviços Públicos, Carlos Clay da Silva, listou área por trás do clube Aspecto, no bairro Quixabeirinha, além do Alto de São Manoel e Bom Jesus, como principais focos do problema.

“São problemas históricos, pois as pessoas aterram áreas alagadas”. E, ao aterrar, o caminho natural das águas da chuva é interrompido, provocando transtornos e ameaçando invadir as casas em período invernoso. Tudo decorrente do crescimento desordenado, relacionado à construção de casas, na periferia.

Diante da situação, Carlos Clay enfatizou que é preciso limpar algumas áreas, abrir canais e liberar o fluxo da água da chuva. Esse trabalho é feito conjuntamente com a limpeza de determinadas áreas, onde lixo e mato são retirados. Cerca de 100 homens estão trabalhando nas atividades.

“Quem sofre mais são os moradores do bairro Ouro Negro. A solução de drenagem fica em segundo plano, em consequência da construção irregular (de casas). Não podemos (a Secretaria de Serviços Públicos) fazer nada e trabalhamos o ano inteiro tirando lixo, desobstruindo canais”, comentou.

MAIS PROBLEMAS
Quem tem o costume de jogar entulhos e metralha (resto de materiais de construção) em calçadas ou na rua precisa mudar de hábito. É que o Código de Postura do Município, atualizado recentemente pela Câmara Municipal, prevê pagamento de multa para quem obstruir via pública.

Segundo o secretário de Serviços Urbanos, o recolhimento dos entulhos ainda é feito pela Prefeitura, mas frisou que chegará o momento em que a pessoa que os colocou será responsável pela limpeza da área. “Tem um prazo. Há a possibilidade de multa. A cultura das pessoas ainda é de jogar na rua mesmo”, comentou.

E essa cultura não se aplica somente aos entulhos de materiais de construção. Latas de refrigerante, garrafas de água, copos e papéis são jogados por populares no Centro da cidade. Na área onde existem cerca de 500 lixeiras afixadas em pontos estratégicos e de maior movimentação. Carlos Clay considera tal quadro de “falta de respeito e tolerância. A pessoa sabe que tem varrição todo dia, mas existem mais de 500 lixeiras no Centro”, afirmou.

Para o secretário, o hábito de jogar lixo no chão deixa de ser o que muitos chamam de “falta de educação”. É algo cultural, até porque a Prefeitura de Mossoró realizou o programa “Cidade Limpa”, executado em 60 dias e que atingiu cerca de 10 mil residências. Também foi feito trabalho de panfletagem. Segundo Carlos Clay, o projeto foi uma ação conjunta com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O foco agora passa a ser a Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal).

Fonte: Jornal de Fato

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