segunda-feira, 23 de junho de 2014

Policiais que mataram prefeito ainda estão impunes

Em 23 de maio de 2005, cerca de 8h30 da noite, um tirinete de bala amordaçou um prefeito. Dehon Caenga, que havia sido eleito prefeito de Grossos em 2004, estava em carro oficial quando este foi praticamente fuzilado em uma operação policial na cidade de Santa Maria. De lá para cá, sua família amarga, além da dor da perda, o sofrimento em ver que os policiais que mataram o prefeito estão impunes.

Não foi só a vida de Dehon Caenga que se acabou na noite de 23 de maio de 2005. Projetos inteiros pararam ali. Tudo desmoronou em um instante. Tal qual a rapidez das balas que tiraram a vida dele e do motorista Márcio Sander.

Hoje, passados 9 anos, a família revive toda a dor daquele momento. E ainda aguarda a punição dos assassinos. E, por mais triste que seja a realidade e por mais que o Governo do Estado tenha reconhecido o erro à época, nada fez para punir quem deveria garantir a segurança da população.

Não se sabe em que "pé anda" o processo que tramita na Justiça. Não se sabe se os policiais que mataram o prefeito vão a julgamento. Não se sabe se haverá punição. O que se sabe é que duas vidas foram tiradas da pior maneira possível. E o Estado, que deveria zelar pela segurança dos cidadãos, ao que parece, acoberta a falta de atenção, falta de preparo e, acima de tudo, ausência de valor à vida.

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