sexta-feira, 9 de maio de 2014

Uso de 'bom colírio' faz um bem danado

O Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO), criado em 2007, somente agora "enxergou" indícios de falhas administrativas no Governo do Estado. Nove anos depois. Isso implica dizer que as acusações de desvio de conduta ética em gestões passadas, especificamente no governo Wilma de Faria (PSB), foram "fichinhas" no que estaria ocorrendo agora com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). "Foliaduto", "Hígia", "Foliatur" e "Sinal Fechado", ao que evidencia o MARCCO, não passam de invencionice e agora quer o impeachment de Rosalba.

O mesmo acontece na Assembleia Legislativa. Maioria dos deputados estaduais compunha a legislatura em igual período do surgimento do MARCCO. E também estão "enxergando" somente agora "indícios fortes" de corrupção.

E cabe aqui algumas perguntas: por quais motivos os deputados estaduais não questionaram governos anteriores? Por quais motivos não perguntaram para onde foram os recursos da venda da Cosern? O que motivou o escândalo Gusson? O que quer dizer "Foliaduto? "Hígia"? ou "Sinal Fechado?"

A resposta é simples: nada que um bom colírio e um ano eleitoral não faça para que se possa enxergar "coisas" e "fatos".

Interessante como tudo funciona quando existe algum interesse. E qual, realmente, seria o interesse do MARCCO? Qual o interesse da Assembleia Legislativa?

Pelas informações constantes no endereço virtual do MARCCO (www.marccorn.org), instituições diversas são representadas. E nenhuma delas percebeu algo danoso ao patrimônio público antes?

Não que o blog seja a favor da corrupção. Mas é que fica difícil engolir a tese de que "somente agora" existiria algo realmente comprometedor e que ameaçasse algo chamado Estado. Especificamente no que diz respeito ao uso da verba pública.

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