quinta-feira, 1 de maio de 2014

TSE dirá se Cláudia tem razão

O blog imagina o sentimento que ronda o coração de Cláudia Regina nestes momentos últimos e que antecedem à eleição suplementar. Foram três semanas de tentativas, da parte dela, de se colocar como candidata. Tentou o registro, que foi indeferido. Buscou até a última instância ser, como disse na carta endereçada aos mossoroenses, ser julgada pelo povo. Não conseguiu. E Cláudia, mesmo diante de tantos percalços, conseguiu ser grande: evitou ataques e afirmou, ainda na carta, que não iria fazer julgamento dos que a julgaram. Obviamente que ela se referiu aos candidatos que tentam chegar á Prefeitura de Mossoró, de onde Cláudia saiu atendendo determinação da Justiça.

Em notas posteriores, assinadas por amigos dela e pelo seu companheiro de chapa homologados pelo DEM e não reconhecida pela Justiça eleitoral, Canindé Maia, a certeza de que os dois são maiores do que os problemas. Certamente que não perderam batalhas, porque sequer iniciaram alguma. Não perderam guerra, pois esta não se iniciou. O que Cláudia Regina queria era apenas evidenciar algo que ela acredita e defende: sua inocência. E isso viria por meio da eleição complementar. O raciocínio que o blog fez de sua carta foi de que as acusações que recaíram sobre ela, de compra de votos e outros adjetivos inerentes à prática considerada danosa à democracia, seriam inverídicas. Mas Cláudia não pôde fazer isso.

O que resta é esperar pelo trânsito em julgado de seus processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De uma coisa, a única que se tem, é que Mossoró perdeu feio com essa história toda. A cidade voltou a se dividir, desta vez em três partes.

E, assim que saiu da Prefeitura, Cláudia Regina manteve sua militância em alerta, motivada. E seguiu esse rito até esta quinta-feira, quando, depois da posição externada pela ministra Luciana Lóssio, a prefeita afastada resolveu desistir. Até porque não fazia sentido continuar insistindo em algo que não se teria tempo para julgar antes do domingo (dia da eleição). Entende este espaço que ela resolveu assimilar o que alguns já diziam: que a situação era complicada em decorrência da Lei da Ficha Limpa e que seria mais fácil ela retornar à Prefeitura do que sair candidata na eleição suplementar. E é nesse caminho, de positividade à votação dos processos que estão no TSE que segue Cláudia Regina.

Por outro lado, sua adversária mais direta em 2012, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), continua insistindo na tese de que é elegível. É uma situação difícil, crê o blog. Larissa vem de eleições diversas e anteriores. Só à Prefeitura de Mossoró foram três derrotas consecutivas e agora tenta, pela quarta vez, ser prefeita. Ocorre que ela está inelegível. E não reconhece tal situação. É um quadro complicado. Até porque ela estaria incorrendo em prática perigosa, porque se for eleita não assumiria de imediato e dependeria do TSE. Ocorre que tem a história da Ficha Limpa, de decisão de colegiado, e é isso que pesa.

O blog não vai insistir nessa história e vai deixar que cada um e cada uma arque com as consequências de palavras ditas como verdadeiras, ao final da eleição, se comprovarem como falsas. E, se assim ocorrer, o PSB ficará em situação bem complicadinha. Até porque apostou em algo totalmente equivocado e pensando em outubro próximo. E, também assim sendo, o PMDB tende a levar a pior. 


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