segunda-feira, 5 de maio de 2014

O que aconteceu em Mossoró?

O blog discorda da tese de que a vitória do prefeito Francisco José Júnior (PSD) tenha sido por WO (em que não se tem adversários. Que é o que quer fazer Henrique Alves para a eleição ao Governo do Estado). Silveira Júnior enfrentou, sim, adversários. Foram candidatos, além dele, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) - que mesmo sem registro foi liberada pela Justiça Eleitoral - Cinquentinha (PSOL), Gutemberg Dias (PC do B) e Josué Moreira (PSCD). Além, evidentemente, da presença da ex-prefeita Cláudia Regina (DEM), que não foi candidata e pregou voto nulo aos quatro cantos da cidade por meio de mensagem em rádio e em carro de som.

Obviamente que os candidatos do PSOL, PC do B e PSDC não tiveram apoios maciços, como ocorreu com Larissa Rosado. Contudo, estavam no páreo. E a história de WO não se configura porque Larissa sabia da sua real situação. Ela praticamente quis enganar a si e ao eleitor, que percebeu a jogada e disse um "não" bem grande. E Larissa levou consigo o vereador Alex Moacir (PMDB). Levou também Henrique Eduardo Alves, Wilma de Faria, Garibaldi Alves Filho e João Maia, patrocinadores políticos de uma campanha fadada ao fracasso eleitoral desde o seu nascedouro.

No palanque de Silveira a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), que percebeu a "fria" em que seu partido havia se metido e não entrou na jogada. Fafá foi quem levou a melhor. Aliás, a eleição suplementar poderia ser analisada à ótica numérica. Em 2012 a então candidata de Fafá, Cláudia Regina, obteve 68.604 votos. Agora o candidato apoiado por ela foi a opção de 68.915 votos. Uma diferença de 311 votos. É ou não uma coincidência?

Os que torciam para a entrada de Cláudia Regina na disputa até podem tentar menosprezar tal aspecto. Mas os números estão aí. Não importa se existam dúvidas sobre como seria o resultado se Cláudia estivesse na disputa. Não dá para fazer comparativos sobre o que não existiu e o que se concebe aqui é por meio real.

Não se tem dúvidas que Cláudia Regina na jogada a disputa seria mais acirrada. Mas não se tem como afirmar que ela venceria. Ou que perderia. O certo é que ela não participou. Cláudia praticamente ficou isolada, ilhada em meio a poucos militantes, mas fiéis.

Ao ver do blog, Cláudia Regina praticamente se isolou. E tal isolamento não começou nesta campanha eleitoral. Iniciou bem antes e pouco depois dela na Prefeitura de Mossoró. Seus assessores mais próximos a blindaram. Além disso, ela fez a tal reforma administrativa que só rendeu dor de cabeça a mais: extinguiu a Chefia de Gabinete e atraiu para si a articulação política. Se em cidade pequena não se comporta mais o fato de prefeito administrar e coordenar a parte política, imagine em Mossoró.

Alie-se a isso que, além de administrar, cuidar da parte política, Cláudia Regina ainda teve que se desdobrar para dar conta das pendências judiciais que acabaram cassando seu mandato e a afastando da Prefeitura.

A debandada de vereadores, um total de 15, para a candidatura de Silveira Júnior, talvez tenha sido motivada por esse isolamento da própria Cláudia, que preferiu ficar com alguns próximos a aumentar o círculo de pessoas que poderiam contribuir, de uma maneira ou de outra, com o seu governo. Se ela percebeu que tinha essa necessidade, aí já não teria como consertar a falha, pois ela já não era mais prefeita.

Se Cláudia Regina conseguir reverter sua situação no Tribunal Superior Eleitoral, fica aqui o registro:  Ela certamente irá rever alguns conceitos e mudar radicalmente de posição.

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