sexta-feira, 9 de maio de 2014

O novo cenário político de Mossoró

Quando o PMDB decidiu que seguiria com o PSB às eleições suplementares de 4 de maio último, e quando se soube que o vereador Alex Moacir (PMDB) seria o candidato a vice de Larissa Rosado (PSB), o blog não teve dúvidas: o grupo liderado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB) queria a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) em seu palanque. Mas Fafá não foi. A ex-prefeita recebeu diversas ligações de lideranças locais e estaduais, como o ministro Garibaldi Filho, o presidente da Câmara Fedeal, Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB. E até da ex-governadora e vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB).

A todos Fafá apresentou a mesma resposta: não tinha como apoiar quem passou oito anos tentando tirá-la do governo municipal. Não teria como estar em um palanque onde pessoas teriam orquestrado todo tipo de campanha para reduzir sua administração. E o próprio Garibaldi Filho tentou emparedar Fafá ao fazer a seguinte pergunta: "você vai pro palanque ou vai dar atenção ao surgimento desse menino?" E a resposta foi também dura para Garibaldi: "vou", disse Fafá.

O resultado disso tudo foi que Fafá Rosado tinha razão: o PMDB que esteve com Larissa não foi suficiente para elegê-la. E obviamente que a ex-prefeita sabia das consequências de sua decisão: Henrique Alves, que preside o PMDB estadual, negaria legenda para que ela saísse candidata a deputada federal. Inclusive isso foi dito a quem quisesse ouvir por alguns pessebistas.

Ocorre que Larissa foi derrotada. E Henrique não vai chegar ao ápice da loucura de negar legenda a alguém que, efetivamente, demonstrou ser importante no cenário da política mossoroense. E mais: Henrique vai precisar de suporte político em Mossoró. Isso caso dê prosseguimento ao projeto de disputar o Governo do Estado. E quem vai ancorar tal projeto por estas bandas? Eis a questão!

O certo é que a vitória do prefeito Francisco José Júnior (PSD) abriu outra perspectiva. E não envolve Henrique Alves ou a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). O vice-governador Robinson Faria (PSD) passa a ter visibilidade onde menos esperava. É que Mossoró - que todos sabem - é berço eleitoral de Rosalba. E onde ela é, apesar de tudo, forte. E a eleição de Silveira Júnior tende a apresentar um contrapeso em outubro próximo. Se ele conseguirá projetar essa visibilidade a Robinson, não se sabe.

Mas tem outro porém nisso tudo: a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM), que não pôde participar da eleição suplementar, mas terá papel de destaque em outubro. Por sinal, ela já vinha desenvolvendo tal tarefa. E começou quando foi eleita presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Rio Grande do Norte (AMORN). Muitos viram, contudo, que Cláudia estaria forçando a barra para ser uma liderança regional. Se foi verdade, o blog não sabe. E também não terá como constatar isso, já que Cláudia está fora da Prefeitura e, consequentemente, da Amorn.

O certo é que o novo cenário político de Mossoró se apresenta de maneira única agora. Qualquer prognóstico que for feito será exclusivamente especulação.

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