domingo, 4 de maio de 2014

Grupo de Sandra em decadência?

O blog vai insistir em um aspecto: o eleitor não assimilou a ideia de acordão envolvendo PSB, PMDB, PR, PDT e outros. Isso em Mossoró e com respingos para as eleições de outubro próximo. O que se quer dizer é que o grupo liderado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB) perdeu a chance de sair dessa eleição suplementar de "cabeça erguida". Sim, pois Sandra insistiu tanto na ideia de ver a filha, Larissa Rosado, candidata pela quarta vez que levou seu grupo praticamente ao isolamento do eleitor.

Os números são bem claros e evidentes. Com 68% dos votos apurados, o prefeito em exercício Francisco José Júnior (PSD) está com pouco mais de 46 mil votos. Enquanto que Larissa não chega a 25 mil. Em outras palavras, o PSB quis passar a ideia de que a candidatura de Larissa era legal, quando na verdade ela não está elegível. E foi isso que o eleitor percebeu.

É evidente que não deixa de existir a tese de que para ganhar ou perder, alguém vai pro sacrifício. Ocorre que essa ideia somente pode ser praticada quando o candidato está elegível. O grupo que defendeu Larissa não soube aproveitar quem estaria elegível e o resultado está sendo visto agora: a quarta derrota dela e praticamente o fim de sua carreira política, já que se Larissa não conseguir se tornar elegível, sair candidata só em 2020. Oito anos fora de eleição, de uma campanha, é o fim para todo e qualquer político.

Até aqui, o que também se evidencia é que o grupo da deputada federal Sandra Rosado está em decadência. Sem nomes para eleições para os próximos oito anos. Tudo, obviamente, depende de como Sandra vai trabalhar.

O certo é que a eleição suplementar de Mossoró mostrou algo que não se concebe: a compra de votos. Fosse diferente, o normal seria Larissa Rosado estar na frente. Mas não é bem isso que está acontecendo. Que o exemplo sirva de lição: a judicialização deixou uma cidade sem prumos, cassou uma prefeita e deixou uma deputada inelegível e que está no cargo por força de uma liminar. 


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