sábado, 26 de abril de 2014

Sem Cláudia e com Larissa inelegível, Silveira não tem adversário

O blog entende e compreende perfeitamente a frustração da militância da prefeita afastada Cláudia Regina (DEM), que segue impossibilitada de fazer campanha e continua tentando obter, via judicial, o registro de sua candidatura, que foi indeferido pelo juiz José Herval Sampaio Júnior - cuja decisão foi mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O blog também entende as razões que militantes de Larissa Rosado (PSB) insistem na tese de que ela estaria elegível. As duas, Cláudia e Larissa, seguem em um mesmo barco e lutam - com as forças que lhes são peculiares, para mostrar que não cometeram nenhum crime eleitoral em 2012. Se assim não fizessem, estariam admitindo a culpa. Mas entre querer e o poder existe uma diferença enorme. Uma pedra enorme no meio co caminho: mudar a opinião já tomada pela própria Justiça Eleitoral.

E, nesse tentar retirar a pedra do caminho, Cláudia Regina e Larissa Rosado perdem tempo. Um tempão. Em uma campanha rápida, mudar alguma decisão tomada anteriormente é bem complicado. Só falta uma semana para a eleição suplementar. Mas até o dia 4 de maio, duas coisas ainda pode acontecer: o TSE manter decisões contra o registro das duas ou o mesmo TSE julgar mérito de ações que tramitam em Brasília e que definiriam qualquer cenário.

Caso estas duas possibilidades não se concretizem, Mossoró caminha para ter novo prefeito. Sim, porque o blog acompanhou a movimentação do prefeito em exercício Francisco José Júnior (PSD) neste sábado, saindo da Rua Marechal Deodoro, no bairro Paredões. O titular deste espaço sequer teve o trabalho de sair de casa. Viu todo o acontecimento. E adianta agora: foi algo de encher os olhos. Diria mais: algo em típico de uma candidatura vitoriosa. O mesmo que aconteceu com Cláudia Regina em 2012: muito carro, muita moto e, obviamente, muita gente. E os cidadãos que faziam parte da movimentação externavam algo também já visto por este blog em 2012: a alegria e a fé na vitória. Este espaço não está dizendo que Silveira vai vencer, apenas comentando que o mesmíssimo cenário ocorrido em 2012 com Cláudia se repete agora com o prefeito em exercício.

Evidentemente que alguns fatos levaram a tal quadro. O primeiro diz respeito ao afastamento de Cláudia Regina da Prefeitura de Mossoró e a consequente cassação do seu mandato pela Justiça Eleitoral. Alie-se a isso o fato do Tribunal Regional Eleitoral ter mantido a cassação, o que a tornou inelegível em decorrência da Ficha Limpa. Alie-se ainda as sucessivas negações da própria Justiça Eleitoral para que Cláudia retornasse ao cargo. E ainda o fato de Larissa Rosado também ter se tornado inelegível em virtude do TRE ter mantido decisão do juiz José Herval Sampaio Júnior.

Como ambas resolveram disputar a Prefeitura de Mossoró, mesmo sabendo dos riscos que suas candidaturas teriam, o prefeito em exercício Francisco José Júnior resolveu agir. E foi aglutinando apoios, atraindo lideranças, conversando com um, com outro. E o resultado foi o que se viu na noite deste sábado. Também é evidente que ele não conseguiu o feito sozinho. Estão com ele 15 vereadores, além de lideranças do DEM e do PMDB.

Se Silveira será vitorioso, isso é outra história. Mas se a Justiça Eleitoral não brecar a eleição suplementar, o blog arrisca dizer que ele não terá adversário.

A dúvida agora é com Cláudia Regina e Larissa Rosado. Espera-se, pela militância da democrata, que o Tribunal Regional Eleitoral mude sua posição e permita que Cláudia possa fazer campanha. E se permitir, será outra história. Até porque, mesmo com uma semana de campanha, ela poderá fazer estrago enorme. Mas não recuperará o tempo perdido de duas semanas. Mas ela terá conseguido provar o que sempre defendeu: que não cometeu nenhum ato ilícito em 2012. Com relação à Larissa Rosado, a mesmíssima situação. E não adianta dizer que Larissa foi punida por algo relacionado à improbidade, como disse sua mãe, a deputada estadual Sandra Rosado (PSB) ao portal No Ar (www.portalnoar.com). A punição dada pela Justiça Eleitoral foi por conta de atos denunciados como sendo impróprios ao período pré-eleitoral e eleitoral.

Mesmo assim, as duas estão corretas. Se elas afirmam e reiteram que são inocentes, têm mais é que buscar a Justiça para corrigir algo que a própria Justiça entendeu como sendo verdadeiro. E aí é a questão: convencer que a Justiça errou é muito complicado.

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