terça-feira, 1 de abril de 2014

Henrique e a síndrome de Peter Pan

Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara Federal e comandante estadual do PMDB, emite sinais claros e evidentes que não representa o novo ou que tem interesse em "consertar" o Rio Grande do Norte. E se o Estado precisa de reparo, de um mutirão partidário para limpar a lama que se chama Governo do Estado, alguém sujou. E não venham dizer que tudo o que está acontecendo é culpa total e exclusiva da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Até porque ela não teria tudo tempo suficiente para deixar o Rio Grande do Norte tão caótico quanto a trupe de Henrique afirma estar.

Os que hoje integram o mutirão partidário querem limpar algo que eles mesmos sujaram. Ou não se pode atribuir o caos na saúde, na segurança, na educação, na assistência social, esporte,cultura, lazer e entretenimento ao senador Garibaldi Filho (PMDB), à ex-governadora Wilma de faria (PSB) ou ao próprio Henrique Alves? Que o blog lembra, todos tiveram oportunidades de fazer melhor, de mostrar serviço, de reparar algum dano... Mas não o fizeram.

E o que foi que Garibaldi Filho fez? Claro que o blog não vai ser leviano ao ponto de não reconhecer o sistema adutor... Mas é pouco. Foi na época de Garibaldi que a Cosern foi vendida. Dinheiro que, dizem, teria garantido a reeleição dele. Foram oito anos de governo. Depois veio Wilma de Faria. E o que ficou? Além de uma imensa ficha acusatória de escândalos e de suspeitas de corrupção. Ela seguiu o que já vinha de Garibaldi. quem não lembra do "Caso Gusson"?

E foi no tempo de Garibaldi governador que Henrique Alves teve a chance de fazer algo mais. Ele foi secretário especial. Garibaldi criou a tal Segov especificamente para que Henrique se projetasse candidato ao governador. Não vingou.

E agora lá vem a peleja de Henrique novamente. Quer porque quer ser governador. É um projeto pessoal. Não é político. Frise-se e reafirme-se aqui a inconsistência relacionada a qualquer projeto coletivo.

E, para tanto, impõe. Ameaça. Sim, porque assim aconteceu com o PMDB mossoroense. E agora com o PR também mossoroense. Henrique teria ameaçado tirar o presidente estadual do PR, deputado federal João Maia, a condição de candidato a vice-governador. Ou seja: para projetar algo que ele quer, o presidente da Câmara Federal não está nem aí para os outros.

Se tanta egocentricidade resultará em algum ganho, não se sabe. O certo é que Henrique, hoje, mais afasta do que agrega. mais separa do que une. E como alguém assim quer ser candidato único?

Sinceramente, Henrique, é hora de acordar. Sessenta e poucos anos é tempo suficiente para alguém amadurecer. Não se tem mais idade para birras. O que está em jogo não é um mero capricho de alguém que teve tudo. É o destino de um Estado. De 167 municípios. É hora de Henrique deixar de lado a síndrome de Peter Pan e crescer.

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