quinta-feira, 20 de março de 2014

Será que Henrique Alves vai resistir?

O presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves – comandante do PMDB potiguar – terá que enfrentar velhos fantasmas. Os mesmos que inviabilizaram sua candidatura a vice do tucano José Serra à presidência da República em 2002. Henrique, dizem seus assessores, é candidato ao Governo do Estado agora. E ele terá que superar algo que fez com que o PMDB nacional o substituísse por Rita Camata em 2002: US$ 15 milhões no exterior, conforme publicação da revista IstoÉ naquele ano.

Não é a primeira vez que Henrique Alves se projeta para a disputa majoritária. Ele já tentou ser prefeito de Natal por duas vezes e foi derrotado em ambas. Tentou sair candidato a vice-presidente e tal projeto não se sustentou. Tentou se viabilizar para a disputa ao Governo do Estado e tal intenção naufragou. Isso quando ele era titular da SEGOV, criada pelo primo, então governador Garibaldi Alves Filho (PMDB) para que Henrique tivesse maior visibilidade. O plano não deu certo.



Agora Henrique Alves tenta mais uma vez chegar ao Executivo. As urnas, quando ele foi testado anteriormente, não foram boas com ele e evidenciaram que falta o perfil ao Executivo. Algo que ele, definitivamente, não tem, já que a sua vida política é marcada apenas por cargos legislativos.

Será que Henrique Eduardo Alves se sustenta agora? Evidentemente que escândalos do passado virão à tona. E os US$ 15 milhões virão com gosto de gás.

Ainda mais quando ele estará na chapa majoritária que terá a ex-governadora e vice-prefeita de Natal Wilma Maria de Faria (PSB) como candidata ao Senado. Sobre ela pesam inúmeras denúncias de corrupção em seu governo (quando esteve no Governo do Estado em duas gestões). Henrique vai suportar tamanha pressão? Sim, porque não se terá como separá-lo de Wilma. O marketing vai projetar, obviamente, Henrique e Wilma em uma mesma foto. E é aí que está a questão: os dois resistirão aos ataques que virão?

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