quarta-feira, 19 de março de 2014

Quem perde e quem ganha

Quem mais perderá e quem mais ganhará com as novas eleições em Mossoró? Das alianças feitas em 2012, pelo que se vê até agora, nenhuma se repetirá. O PSB perdeu o PDT, o PT, o PSD, o PC do B. O DEM perdeu o PMDB e o PV. O PSD ganhou o PDT, PT e o PV. O PSB ganhou o PMDB. Mas será que a nova fórmula relacionada às composições que se especulam garantirá sucesso para algum lado? Eis a questão.

As eleições de 2012 mostraram que nem sempre leque grande de partidos é sinônimo de vencer. Quantidade não é qualidade. E, assim sendo, resta saber se quem conseguir cooptar maior qualidade de lideranças irá, consequentemente, levar a melhor em 4 de maio. Se houver novo pleito. Até porque falta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Contudo, pelo sim, pelo não, melhor os pretensos candidatos fazer o que estão fazendo: agregando apoios e fechando chapas.

Vamos aos nomes: a começar por quem está na Prefeitura de Mossoró. O prefeito em exercício Francisco José Silveira Júnior (PSD) poderá optar pelo PT e PV na composição da chapa. Até pouco tempo a presença de um petista como candidato a vice era tida como certa. Mas houve mudança: a entrada do PV, que chegou com “gosto de gás” e poderá indicar o vice de Silveira. Especula-se que será o vereador Francisco Carlos.

Será uma boa chapa? Sem dúvida. Competitiva? Bom, os números de 2012 mostram que sim. Se os votos obtidos pelo Partido Verde, pouco mais de 19 mil votos, forem levados em consideração...

Agora vem o PSB, da deputada estadual Larissa Rosado. Ela é, sem dúvida, bem conhecida do eleitor. Afinal, a cada dois anos participa de eleição e disputou, por três vezes, a Prefeitura de Mossoró. Vai para a quarta tentativa. Desta vez Larissa surge com um diferencial: o PMDB, que obteve votos quase igual ao PV, pouco mais de 19 mil votos. E tem o mesmo número de vereadores que o PV: três.

Boa chapa? Sem dúvida. Competitiva? Repete-se aqui a resposta dada ao PV. E o diferencial também acompanha essa questão: o PMDB tende a não seguir unido. Uma parte ficará com Larissa e outra, com Francisco José Júnior. É o caso da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Agora vem o DEM, com a prefeita afastada Cláudia Regina. Ela foi quem mais perdeu nessa questão toda. Depois de decisões judiciais que culminaram com seu afastamento do cargo, Cláudia Regina se viu envolta a uma série de ações. Algo que a deixou, digamos, sem tempo para pensar no aspecto político e agora esse fator surge com maior afinco: ela terá que procurar manter apoios antigos e atrair novos (ou antigos, os que migraram para outros lados).

Em 2012 ela teve apoio forte do PMDB, que indicou o seu vice, o advogado Wellington Filho. Agora não terá o mesmo respaldo. E surge a questão: o DEM sairá com chapa puro-sangue? Se for, não seria nenhuma surpresa. Até porque tal quadro aconteceu em épocas passadas. Foi assim em 2004 e em 2008. Em 200 Cláudia foi a vice de Fafá Rosado. Quatro anos depois, o DEM indicou Ruth Ciarlini como vice, também de Fafá.

E Ruth Ciarlini é uma dos nomes especulados à composição da chapa a ser encabeçada por Cláudia Regina. Para tanto, Cláudia precisa obter uma liminar que lhe garanta participar do pleito suplementar. Assim como Larissa Rosado.


E como processos ainda tramitam em Brasília, o alvoroço que se criou em Mossoró, os quais culminaram com a indicação de eleição suplementar, o novo pleito pode não acontecer agora. É uma possibilidade. E, como tal, todos os envolvidos na eleição de 4 de maio sabem disso. Não é novidade. Mas é preciso agir. É preciso firmar alianças e pensar em chapas. Pois assim como nova eleição pode não acontecer, pode acontecer do mesmo jeito. Daí a necessidade de se conversar e buscar entendimentos para definição de candidatos. Até porque o calendário eleitoral foi elaborado e está em vigor. Se valerá, é outra história. Mas se existe, tem que ser cumprido.

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