sábado, 29 de março de 2014

PMDB de Mossoró com dois lados

Quem levará a melhor na disputa pela Prefeitura de Mossoró em caso de eleições suplementares? Ninguém tem a resposta. O que se pode perguntar, até agora, envolve o PMDB. Quem levará a melhor? Os peemedebistas que estão com o PSB ou os peemedebistas que estão com o prefeito em exercício Francisco José Júnior (PSD)?

O PMDB dos Alves foi bem claro ao afirmar à ex-prefeita Fafá Rosado que a ida do partido ao PSB, no caso de Mossoró, atende um capricho da ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que fez valer pleito externado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB). E vem a questão: em 2012, o mesmo PSB fez pressão para que o PT desistisse da candidatura própria e indicasse o vice de Larissa Rosado. Agora, quando o PMDB local tinha a perspectiva de lançar candidato a prefeito na eleição suplementar, a mesma tática. E lá vai o vereador Alex Moacir pro "sacrifício". A estratégia, embora tenha os mesmos moldes do que já se viu, pode dar algum resultado. Mas não é certeza.

Assim sendo, a ex-prefeita Fafá Rosado não aceitou o que informou o ministro Garibaldi Alves Filho: não vai pras bandas do PSB. Não tem clima. E Fafá foi além disso: não foi ao evento político realizado na tarde da sexta-feira última, em Natal, o qual tornou pública a candidatura do presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB), ao Governo do Estado.

O que se evidenciou foi o seguinte: o PMDB mossoroense se dividiu e vai medir forças na eleição suplementar marcada para o dia 4 de maio próximo. Fafá aposta as fichas na vitória do prefeito em exercício. Alex Moacir e a presidente local da legenda, vereadora Izabel Montenegro, na ascensão de Larissa Rosado ao Palácio da Resistência.

Em tese, quem está no Palácio da Resistência leva a vantagem. É sabido que, por baixo, qualquer postulante a prefeito sai com 30% de vantagem. Se Francisco José Júnior vai confirmar a teoria, as urnas dirão. Evidentemente que tudo depende de estratégia que envolve marketing, comunicação e, obviamente, a conquista do eleitor.

Saliente-se que a questão do PMDB é delicada em Mossoró. Como os seus líderes vão explicar o fato de que estão apoiando uma candidata que foi responsável pelo afastamento do próprio PMDB do Executivo? Sim, pois os peemedebistas estavam representados na Prefeitura de Mossoró por meio do advogado Wellington Filho - companheiro de chapa de Cláudia Regina (DEM) em 2012. Como o PMDB vai dizer que o PSB é melhor se em 2012 afirmou que o DEM era o melhor? E, principalmente, como explicar ao eleitor a divisão local?

Como se percebe, são perguntas que colocam o PMDB em dúvida. O blog, contudo, entende que as questões postas neste espaço serão respondidas ao longo da curta campanha que pode vir. Afinal, apesar de se ter calendário eleitoral posto, a realização do pleito em 4 de maio ainda depende do aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas o jogo ainda vai ser jogado. Pelo sim, pelo não, o calendário eleitoral existe. E nas convenções que serão realizadas no próximo final de semana se saberá quem, verdadeiramente, está com quem. Todos serão obrigados a tomarem posições e a externarem de qual lado estão.

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