terça-feira, 25 de março de 2014

Henrique adota ditado 'faça o que eu digo...'


Deixe ver se o blog entendeu direito: o deputado federal Henrique Eduardo Alves – que preside a Câmara dos Deputados – pode “garantir” a sua vaga na Casa ao primo, o deputado estadual Walter Alves (PMDB) e se candidatar ao Governo do Estado.  Entende-se que qualquer outro nome que passe a compor a chapa de Henrique teria o mesmo direito. Não é isso? Ledo engano. E foi assim, no sentido do mesmo direito, que pensou o deputado federal João Maia (PR), tido como candidato a vice-governador de Henrique.

João Maia reuniu o seu partido e anunciou que a sua irmã, Adelaide Maia (PR), disputaria vaga na Câmara Federal. João se responsabilizaria para garantir os votos necessários. E o mandato, obviamente, ficaria em casa. Do mesmo jeito que ocorre com Henrique Alves, que “elegeria” Walter Alves para a sua vaga na Câmara Federal.

Ocorre que não foi bem isso que Henrique Eduardo Alves teria planejado. Ele não contava que João Maia resolvesse “ficar” com o mandato e tratou logo de frear, de brecar o arrumadinho que seria lançado nesta sexta-feira: a chapa completa com Henrique ao Governo, João Maia como vice e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) ao Senado

Henrique havia pensado em algo que não englobaria a manutenção do mandato na Câmara Federal à casa de João Maia. Henrique Alves pensou primeiro nele. Depois nele e, por último, nele também. A vaga de João Maia teria sido “destinada” ao filho do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta (PROS), vereador natalense Rafael Motta (PROS). Mas Henrique só esqueceu de combinar com João Maia.

O que o blog entendeu é que Henrique Alves pode tudo. Até lotear mandato que não é dele e, consequentemente, a vaga. Ele também entendeu que estaria fazendo um “favor” a João Maia. E a retribuição seria justamente a vaga que o republicano ocupa hoje na Câmara Federal.

Percebe-se que o tal chapão pensado por Henrique Eduardo Alves não vai vingar. São interesses diversos, mas o que tem que vigorar é somente o dele. Henrique evidencia que enxerga só o próprio umbigo e quem quiser que se vire. Aceita a imposição ou cai fora.

E João maia deve ter percebido a jogada ao anunciar que a irmã iria “ocupar” sua vaga. Ficou com o discurso, já que concedeu entrevista afirmando que seria o vice de Henrique. Se o presidente da Câmara Federal não cumprir o acordo, João Maia tende a meter o cipó. E traição será a menor palavra a ser utilizada.

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