quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

... E o ventilador continua exalando cheiro ruim

As últimas 24 horas provocaram muita emoção no cenário político mossoroense. Desde ontem que a cidade está em ebulição. Os bastidores fervem: afirmação do prefeito em exercício Francisco José Silveira Júnior (PSD) acerca de uma dívida superior a R$ 16 milhões na saúde, resposta de ex-secretários aludindo que não existe rombo e, mais recente, manutenção de cassação da prefeita afastada Cláudia Regina (DEM), sua inelegibilidade, bem como da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o afastamento desta do Governo do Estado. Quer mais? Pois tem. Segue abaixo.

Ao convocar a imprensa e expor os números da dívida na área da saúde e obter resposta de ex-secretários da gestão Cláudia Regina, de que os números não são novos, o prefeito em exercício, no popular, jogou aquele negócio que fede no ventilador.

Sim, pois ao anunciar a dívida, Silveira não só apenas tornou público o fosso entre ele e a prefeita afastada Cláudia Regina, como também sepultou toda e qualquer possibilidade de contar com o apoio da ex-prefeita Fafá Rosado (DEM). Sim, pois os ex-secretários Jaqueline Amaral (Saúde) e Adonias Vidal (Planejamento) foram enfáticos ao afirmarem que os números não são recentes e vem de muito tempo. Algo que poderia chegar até mesmo na gestão de Rosalba Ciarlini na Prefeitura de Mossoró.

Assim sendo, o blog vê que os assessores do prefeito em exercício não vislumbraram o passo seguinte. O chamado 'day after'. Não foram capazes de alcançar a gravidade, política, diga-se de passagem, de um anúncio de longo alcance. Sim, porque, mesmo sem querer - ou querendo - o prefeito em exercício atingiu Cláudia Regina, Fafá Rosado e Rosalba Ciarlini. Quem sabe até a deputada federal Sandra Rosado (PSB) - que foi prefeita por 70 dias - e o saudoso prefeito Dix-huit Rosado.

Um simples anúncio tem poder. Muito poder. E de uma hora para outra Silveira pode ter perdido apoios importantes, caso uma nova eleição seja realizada. E, caso novo pleito não aconteça e ele permaneça no cargo até dezembro, a Câmara Municipal terá que realizar eleição indireta logo em janeiro, porque a função dele como presidente da Câmara termina em dezembro. E ele está prefeito justamente porque respondia pelo Legislativo.

Assim sendo, os assessores do prefeito não teriam pensado tão longe assim. E, diante de uma acusação tão grave, de rombo milionário na saúde, obviamente que mágoas ficarão. Como os partidos se comportarão de agora em diante? Qual a posição do DEM, PMDB, PV, PSB? Seria de bom alvitre que todos se manifestassem. Até porque as afirmações do prefeito em exercício atingiram "meio mundo" de gente.

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