quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Decisão do TRE impossibilita Cláudia Regina de pensar em 2016

Com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), pela manutenção da sentença de primeiro grau que cassou o mandato da prefeita Cláudia Regina, mesmo que ela consiga retornar ao cargo por meio de liminar por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não poderá pensar em reeleição. É que, segundo o que diz a Lei da Ficha Limpa, condenação de colegiado não permite que qualquer político vislumbre a possibilidade de participar de pleito eleitoral.

O fato é que a decisão do TRE mudou totalmente o cenário político mossoroense e apresentará respingos consideráveis nas eleições do próximo ano. Sim, pois por mais que a prefeita consiga inverter o estágio de cassação, pesará em 2014 a manutenção da sentença original: que a governadora Rosalba Ciarlini teria utilizado a estrutura do Governo do Estado para desequilibrar as eleições municipais.

Apesar dessa vertente, a situação de Cláudia Regina ainda é mais "confortável" que a da deputada estadual Larissa Rosado (PSB): contra ela pesa duas sentenças que determinam a sua inelegibilidade por oito anos. Caso o TRE siga o entendimento do juiz José Herval Sampaio Júnior, como deixou entender o juiz Artur Cortez na sessão desta quinta-feira, Larissa Rosado estará fora de toda e qualquer eleição até 2020.

Consequentemente, Larissa Rosado não terá condições de buscar a reeleição, que é o projeto que ela tem apregoado. O mesmo também se volta à Cláudia Regina: ela não poderá disputar eleição até 2020. Caso consiga retornar ao cargo - e é esse o foco da sua assessoria jurídica - deverá trabalhar um nome para sucedê-la às eleições de 2016.

Caso o TSE não atenda liminar, novas eleições serão realizadas em Mossoró - que é o que consta da sentença de primeiro grau. Com esse quadro, alguns nomes já estão em análise e pesquisas já correm às ruas da cidade, dentre eles o vereador Alex Moacir (PMDB), o já prefeito Francisco José da Silveira Júnior (PSD), o vereador Lairinho Rosado (PSB) - que substituiria sua irmã Larissa Rosado, além de outros que estão em discussão, como o subsecretário municipal da Agricultura, Betinho Segundo (PP). Sobre este último, pesaria a impossibilidade de ele vir a ser parente - meio que indiretamente - da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

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