segunda-feira, 29 de julho de 2013

‘Para a parceria 2015 em diante, podemos tratar no próximo ano’

O PMDB de Mossoró tem pretensão de apresentar postulantes à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal nas eleições do próximo ano. Pelo menos é o que pensa o vice-prefeito Wellington Filho, que está na titularidade do cargo até amanhã, quando do retorno da prefeita Cláudia Regina (DEM) a Mossoró. Segundo Wellington, nomes serão discutidos no momento oportuno e que agora não é o momento de se discutir 2014. “Não é hora. A população concorda com isso, de que tenhamos que priorizar a administração. Vamos tratar de parcerias administrativas que foram feitas em 2010 para até o final de 2014”, disse, mantendo o posicionamento do presidente estadual da legenda, deputado federal Henrique Eduardo Alves. No plano municipal, Wellington Filho faz um balanço dos seis meses de administração e aponta que a área da mobilidade urbana é um dos gargalos que a atual gestão municipal deve encarar. Ele discorre sobre o relacionamento envolvendo Executivo e Legislativo, reconhece que existem rusgas, mas considera que é fato normal. Leia abaixo:

JORNAL DE FATO – O PMDB de Mossoró tem projeção de espaço para as eleições de 2014?
WELLINGTON FILHO – O PMDB de Mossoró tem interesse de participar mais ativamente das eleições de 2014 do que de 2010. A gente já conversou sobre isso, de que tenhamos candidatos do PMDB, local, sem gente poder dizer quem são esses candidatos, e sim de alguém que se habilite a sair candidato, seja a deputado estadual e deputado federal. É uma idéia, mas não estamos tratando de eleições. Até porque o diretório estadual do PMDB ainda não está tratando da eleição em si, mas a gente tem interesse e acha que o partido pode ter espaço na Assembleia Legislativa. Achamos que existem condições e temos envergadura suficiente para isso. Nossas intenções, pretensões e sonhos são de que o PMDB de Mossoró cresça ainda mais e de ampliar mandatos na esfera estadual.

QUANDO é que se discutirá essa questão?
VAMOS esperar um pouco mais. Primeiro, a gente vai organizar o diretório. A presidente Izabel Montenegro já está cuidando disso, pois ainda é uma comissão provisória, para as eleições ocorrerem e o partido se organizar internamente. Com relação à definição de candidatos, chapas e apoios, só podemos fazer com a sinalização do diretório estadual. Temos que saber os rumos que serão tomados pelo diretório estadual, com relação a apoios, à candidatura própria ou à continuação da parceria com o DEM estadual. Esperamos por essa sinalização.

O PMDB é um partido de projeção, mas por que em Mossoró ainda existe a comissão provisória?
É ALGO que não consigo entender. Venho trabalhando nos bastidores do PMDB e tentando ajudar desde 2007. Mas, não entendo os motivos pelos quais continua sendo comissão provisória. Acho que não houve ainda uma forma de mudança... Pode até ser uma forma de confiança da direção estadual, que é quem nomeia a direção municipal, de pensar que queira as mesmas pessoas, até que sinta harmonização suficiente para se ter eleição. Mas, sinceramente, não sei dizer por que continua dessa forma. Só sei que sou um dos que querem que haja a mudança e o amadurecimento, pois considero que seja amadurecimento quando sai de comissão provisória para diretório.

O PMDB estadual tem se esquivado a comentar sobre 2014, sobre apoios ou não à governadora Rosalba Ciarlini, que pavimenta sua candidatura à reeleição...
ACHO que o PMDB tem total razão em não falar de eleição neste ano. Vou tratar da forma como o PMDB tem tratado, até porque acho que atrapalha a administração. Estamos em julho de 2013 e temos até junho de 2014 para tratar, discutir e definir. Acho que se você colocar a política partidária ou as intenções pessoais em uma eleição futura, à frente da administração, isso atrapalha. Até discordo de você, que seja se esquivando de falar sobre isso. Não é hora. A população concorda com isso, de que tenhamos que priorizar a administração. Vamos tratar de parcerias administrativas que foram feitas em 2010 para até o final de 2014. Para a parceria 2015 em diante, podemos tratar no próximo ano. Mas existe o interesse. Mas, precipitado é antecipar essa discussão. Não tem por que discutir isso agora. Se temos uma parceria firmada em 2010, vamos cumpri-la. Nada anormal que sigamos em diante, com a confiança da governadora Rosalba. Óbvio que existem as discordâncias dentro dessa parceria, mas discutir isso agora é atrapalhar a administração.

O SENHOR assumiu a titularidade do cargo e continua até segunda-feira. Como está sendo a experiência?
BOA. A gente tem acompanhado as obras, os andamentos dos serviços. Temos conversado com secretários, equipe econômica, para que tudo caminhe dentro da normalidade. Meu interesse, ao assumir a Prefeitura, ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, não foi o de fazer algo extraordinário ou fora da normalidade. Pelo contrário: é manter a normalidade. Se a gente trabalha com planejamento, fala em metas e tem uma equipe coordenada, não há porque em um afastamento da prefeita se falar em ação extraordinária ou fora do normal e pessoal do vice-prefeito. Caso isso acontecesse, seria fraqueza ou falta de organização e de coordenação. Mas o meu principal interesse, ao assumir a Prefeitura e de vice-prefeito, é o de trabalhar pelo bem da população. É natural, e quero que seja tratado como natural quando voltar para a Vice-Prefeitura, que eu possa trabalhar da mesma forma, falar com os secretários da mesma forma, ouvir a opinião deles, sugerir e conseguir que as ações sejam implementadas, seja como vice-prefeito ou quando temporariamente a gente precisar assumir a cadeira. Encara dessa forma. Se a gente conseguir devolver a administração à prefeita dentro da normalidade, e se possível até melhor, pois o intuito da administração é sempre melhorar, vou estar cumprindo meu papel. Considero como dever cumprido se não tiver nada de extraordinário nessa caminhada.

O SENHOR tem acompanhado as ações que são desenvolvidas de janeiro para cá. Qual o balanço que se faz do primeiro semestre?
POSITIVO. A gente traça metas e as metas traçadas pela equipe, conseguimos cumprir mais de 80%. Temos notado avanço na prestação de serviços na saúde. A educação tem melhorado. Temos notícias boas da secretária, professora Ieda. As escolas abrindo em fim de semana, pois temos sete que abrem em fim de semana; escolas em tempo integral que aumentam o número de alunos. As obras caminham bem. São obras pequenas, mas que precisavam ser feitas, como o pontilhão do Redenção, e beneficia toda a parte de mobilidade do conjunto quanto à questão sanitária, já que existia lama e prejuízo à população. Um balanço positivo em todas as áreas do governo.

JÁ QUE o senhor falou na questão da mobilidade, que é um assunto em evidência, no Centro da cidade faltam espaços para carros e o pedestre fica totalmente esquecido...
CONCORDO com você. A gente tem trabalhado nesse sentido. Falar no sentimento de evolução da mobilidade urbana não é nem de alargar as ruas para que os carros de passeio possam trafegar... Vamos priorizar a questão do transporte público, pois é algo que vem sendo discutido em todo o Brasil. Tivemos ações e chamamos as empresas de ônibus e as advertimos do papel que elas têm que desenvolver à população. A idéia do Governo Federal também é essa. O Ministério das Cidades hoje faz liberação de recursos e aprovação de projetos muito mais aos que se voltem à mobilidade urbana de pedestres, ciclistas e transportes urbanos de grande quantidade. Está sendo feito planejamento nesta direção. Consideramos o Centro de Mossoró com situação difícil e estamos trabalhando para que não se instale o caos. O Governo Federal facilitou a compra de carros de passeio e houve aumento em todo o Brasil, mas não foi pensado, pelos governos, onde os carros iriam trafegar. Temos projetos e conversei com o secretário Alexandre Lopes justamente sobre isso, de como fazermos para regularizar a situação das linhas de ônibus... Voltar para que os ônibus sejam atrativos e trabalhar para que as licitações sejam frutíferas, não sejam desertas... Privilegiar ciclovias e espaços para pedestres, mas para isso a gente precisa conversar com a população. Não é fácil, pois as nossas calçadas foram ocupadas por camelôs e comerciantes informais. Não se pode passar e levar todo mundo, pois são famílias. Então, tudo isso tem que ser discutido com a população e buscar uma solução. Mas concordo que é um gargalo, o qual a gente vai ter que ultrapassá-lo.

A PARCERIA com o servidor público tem se mantido?
NESTA semana, a gente deu que isso é uma realidade. Lançamos um programa de capacitação para todos os profissionais da saúde, no qual uma equipe irá às Unidades Básicas de Saúde, não os tira do ambiente de trabalho, para instruí-los, acompanhar a prática e fazer o treinamento. A parceria é um respeito ao servidor, uma valorização. É algo bem simples: valorizando o servidor e este realizando um bom serviço, quem ganha é a população, que usufrui dos serviços. É nesse sentido que a Prefeitura trabalha, com diálogo. Temos conversado bastante com servidores e sindicato. A gente vê sempre a presença de secretários com servidores, conversando, bem como a própria prefeita.

COMO o senhor analisa o relacionamento do Palácio da Resistência com a bancada na Câmara Municipal?
EXISTEM muitas reivindicações e conversas da bancada para com a prefeita, bem como da prefeita com a bancada. Esse diálogo faz parte. Temos parceria positiva com o Legislativo e mantemos um relacionamento respeitoso. Conversei nesta semana com alguns vereadores, e cada um tem suas necessidades e demandas. A gente entende que quando eles nos procuram é pelo bem da população, pois não são pedidos pessoais. Vejo com naturalidade essas reivindicações, bem como algumas rusgas – e aqui estou sendo bem sincero – ou algum estremecimento, mas isso é natural.

Fonte: Jornal de Fato

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