segunda-feira, 22 de abril de 2013

Deputados federais do RN empregam 175 pessoas em seus gabinetes


Você sabe como funciona o gabinete de um deputado federal? Quantos servidores existem e quanto cada um recebe? Não se sabe se existe algum limite, mas pela consulta feita pelo JORNAL DE FATO no endereço virtual da Câmara Federal, esse limite varia da “necessidade” de cada deputado. Dos oito parlamentares potiguares, a cota de assessores varia de 17 a 25, com salários que varia de R$ 845,00 a R$ 12.940,00. São jornalistas, políticos, cabos eleitorais e pessoal com lotação originária em repartições federais que trabalham como secretários parlamentares e que têm a missão de projetar politicamente o assessorado, bem como agilizar encaminhamento de projetos nos demais órgãos do Congresso Nacional ou do Governo Federal.

Dos oito deputados federais potiguares, dois aparecem com o máximo de secretários parlamentares. Paulo Wagner (PV) e João Maia (PR) empregam 25 pessoas em seus gabinetes. Na sequência decrescente estão Felipe Maia (DEM), com 24 assessores; Sandra Rosado (PSB), com 23; Henrique Eduardo Alves (PMDB – presidente da Câmara Federal), com 21; Betinho Rosado (DEM), com 20. Depois seguem Fábio Faria (PSD), que mantém 18 secretários parlamentares, e Fátima Bezerra (PT), com 17.

Ao todo, são 175 cargos comissionados mantidos pelos deputados federais. O nome de cada um deles está disponível no site da Câmara Federal, bem como o salário que recebem por mês. Existem os que possuem gratificação e o salário vai ao limite, que é de R$ 12.940,00.

A deputada federal Fátima Bezerra, por exemplo, convocou sindicalistas para fazer sua assessoria em Brasília, bem como para trabalhar em escritório parlamentar no Rio Grande do Norte. Assim como os demais deputados federais. Via de regra, cada deputado tem o direito de formar sua equipe e manter algum escritório fora de Brasília.

A dúvida é saber onde e como os escritórios funcionam no Rio Grande do Norte. É que não se tem informações acerca da funcionalidade destes, já que os encontros políticos sempre ocorrem em suas residências ou em algum hotel. No caso de Henrique Eduardo Alves, por exemplo, os encontros que visam discutir projetos e atos políticos se dão em seu apartamento, em Natal, ou na casa funcional da Presidência da Câmara Federal, em Brasília.

O repórter tentou conversar com os deputados federais do Rio Grande do Norte. Dos oito, só foi possível estabelecer contato com a assessoria de imprensa da deputada federal Sandra Rosado. Segundo a jornalista Katiana Azevedo, todas as 23 pessoas lotadas no gabinete da parlamentar trabalham, seja em Brasília ou no RN.


Sandra mantém 8 servidores no escritório de Mossoró

No caso dos dois deputados federais com atuação política em Mossoró, Sandra Rosado e Betinho Rosado, apenas Sandra informou, via assessoria de imprensa, acerca da funcionalidade do seu escritório parlamentar no Rio Grande do Norte.

De acordo com a jornalista Katiana Azevedo, o escritório parlamentar de Sandra Rosado funciona na Rua Dionísio Filgueira, Centro de Mossoró, especificamente na casa pertencente à mãe da deputada. É lá, também, que os escritórios da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e do vereador Lairinho Rosado (PSB), filhos de Sandra, funcionam.

Nesse escritório, ainda segundo Katiana Azevedo, trabalham oito pessoas, todas com funções definidas. A assessora informou ainda que a verba de manutenção do escritório sai da Câmara Federal, com a devida prestação de contas por parte da parlamentar. Caso o imóvel fosse alugado, a Câmara também ressarciria o valor, mas não é o caso.

Com relação a Betinho Rosado, o repórter não conseguiu contato com o deputado. Sua assessoria de imprensa também não atendeu as ligações telefônicas. Mas, não se sabe da existência de algum secretário parlamentar dele em funcionamento em Mossoró.


Câmara Federal quer relatório de produção

Para inibir a existência de “funcionários fantasmas” nos gabinetes dos deputados federais – seja em Brasília ou em seus Estados de origem –, a presidência da Câmara Federal normatizou uma prática que remete à produtividade de cada parlamentar, especificamente no que diz respeito aos escritórios estaduais.

A partir da posse do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) no comando da Casa, a Câmara Federal cobrará uma espécie de relatório acerca das atividades desenvolvidas por cada secretário parlamentar que preste serviço aos deputados federais.

Fonte: Jornal de Fato 

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