segunda-feira, 18 de março de 2013

Oposicionistas aproveitam 'continuísmo' e levam vantagem

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) escolherá seu futuro na quarta-feira, 20. Três professores disputam a Reitoria da instituição. Um representa a continuidade de ações que não foram concluídas em oito anos. Dois estão no campo da oposição. Destes, um aparece com maior visibilidade e ameaça destronar o continuísmo uerniano.

Gilton Sampaio, Pedro Fernandes e Ana Dantas são doutores. O primeiro é diretor do Campus de Pau dos Ferros e tem a simpatia dos eleitores que estão descontentes com o reitorado do professor Milton Marques de Medeiros. Sampaio tem a seu favor o fato de ter transformado o Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), que teve o curso de Mestrado em Letras sem que houvesse reação do Campus Central. Ele conseguiu sobrepor os interesses acadêmicos e, ao que se mostra, vem impondo esse ritmo de transformação ao Campus de Mossoró, caso seja eleito.

Pedro Fernandes tem a seu favor o fato de ter comandado a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPEG). Uma área que merece respeito da comunidade acadêmica, mas que não garantiria, em tese, suporte maior para chegar ao comando da Universidade. A UERN, por sinal, vem sendo exigida pelo Ministério da Educação a investir mais na pós-graduação. Houve avanço, sim, mas diante da necessidade da instituição e da sociedade, foram poucos.

Ana Dantas leva a vantagem de Natal, onde comandou o Campus. Mas ainda é desconhecida da maioria do eleitorado acadêmico. Contra ela tem o fato de ter acontecido mudança na chapa, já que a professora Anadja Braz desistiu de concorrer à vice-Reitoria. A alternativa para minar a falha veio da Faculdade de Serviço Social (FASSO), com a professora Gláucia Helena de Araújo Russo. Se houve tempo para sanar as dificuldades, não se sabe. O certo é que Ana enfrenta dificuldades para se eleger.

Dos três, o que estaria em maior desvantagem seria Pedro Fernandes. É que candidato da situação sempre é mais criticado. No caso da UERN, até existem motivos: obras paralisadas, falta de estrutura em cursos, queixas de funcionários e mais uma leva de questionamentos que estão sendo postos em discussão nesta campanha.

O reitor Milton Marques de Medeiros tem que suar a camisa para eleger o seu sucessor. O plano de aglutinar opositores e situacionistas em um mesmo modelo administrativo, ao que se vê, não surtiu tanto efeito e agora o reitor enfrenta problemas para sair consagrado do processo eleitoral. São diversos problemas que afetam a Universidade e não estão apenas no Campus Central. Eles existem no Campus de Assu, Patu, Natal e em Caicó.

E é nesse aspecto que o professor Gilton Sampaio leva a vantagem, pois ele tem como falar dessas questões abertamente. Ao contrário de Pedro Fernandes, que estaria sendo contra quem o apoia. Nesse caso, os problemas surgem como solução. Se Gilton tiver aproveitado o "caminho das pedras", certamente ele sairá vitorioso.


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