quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O que um cartão de ponto não fizer...

Bastou a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) anunciar o ponto eletrônico nos hospitais estaduais que passou a ser persona non grata para os médicos. Nesta quinta-feira, 15, a categoria externará que não gostou nadica de nada da invenção da governadora e realiza o movimento "#ForaRosalba". Algo similar ao que foi feito contra a jornalista Micarla de Sousa, em Natal. A diferença é que o "#ForaRosalba" tem um sentimento distinto, ao menos é o que se deduz: ela quer obrigar os médicos a ficarem em seus locais de trabalho nos dias e horas que realmente devem estar.

O blog não está insinuando que os médicos estão errados ou que o governo está certo. Aqui se vale o que a Filosofia denominou de ética: agir corretamente. O Governo quer que os médicos que fazem parte da rede estadual de saúde estejam em seus locais de trabalho. Os médicos não querem e acham que não seria correto o governo exigir isso deles. Cada qual com sua opinião.

O blog também não está querendo dizer que a saúde potiguar está bem. Já esteve bem pior, diga-se de passagem. Só não enxerga quem não quer ou não tem costume de folhear jornais antigos ou pesquisar na internet sobre a era Wilma/Iberê. Agora, o que o governo quer é somente que os médicos cumpram seus plantões e evitar que algo se perpetue: o profissional estar escalado para determinado plantão e não estar em seu local de trabalho.

Quem sabe das mazelas dessa prática antiga é quem precisa do serviço público de saúde. É quem vai com problemas ao hospital e tem que esperar que se ache o profissional por meio de telefone, que espere ele chegar ao local e atender. Isso se a morte não vier antes.

É muito simples ir às ruas e criticar. Diferente é sentir o que os usuários do Sistema Único de Saúde passam diariamente, dioturnamente, anos a fio. E isso tudo por causa de um simples cartão de ponto.

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