terça-feira, 9 de outubro de 2012

Venceu quem tinha mais votos

Passado o calor do resultado das eleições, agora o blog comenta o que saiu das urnas. No caso específico de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), apesar de ter sido ungida à condição de candidata faltando três meses para o pleito, correu atrás do prejuízo e o saldo, todos sabem: foi eleita. Mas para que isso acontecesse, foi preciso uma série de falhas cometidas pela sua adversária mais direta, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Para o blog, dois motivos foram cruciais para a derrota da pessebista: o escanteamento da cor partidária e a definição do seu candidato a vice-prefeito.

Larissa vinha de duas campanhas usando a cor vermelha. Seu eleitor já estava identificado com o vermelhão. De uma hora para outra, entra o verde. Foi um baque, sem dúvida. Mas algo que seria plenamente substituído pelo efeito do seu companheiro de chapa, fato este que não aconteceu.

A escolha pelo professor Josivan Barbosa de Menezes se mostrou equivocada. E as urnas mostraram isso. O blog não vai aqui dizer tudo o que foi dito por ele, mas é sabido por todos que Menezes desqualificou, o quanto pôde, a figura política de Larissa. É fato. Tudo comprovado por declarações dele à imprensa.

Aliado a isso, outros erros menores, mas não menos importantes, ocorreram ao longo da campanha. O tal vídeo, no qual a candidata foi exposta como vítima de ameaça de morte, não colou. Tirou pontos dela.

Explica-se melhor: uma cidade do porte de Mossoró não comporta mais este tipo de artifício. Todo mundo percebeu ali que havia algo errado. Que o PSB não estava liderando pleno e absoluto na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

O blog não vai se alongar muito nessa questão. Até porque todos já sabem quem venceu a eleição. E se a eleita foi Cláudia Regina, logicamente que o eleitor compreendeu sua mensagem e a escolheu para governar Mossoró por quatro anos. Essa de dizer que houve compra de votos, trilhões gastos nos últimos dias, sinceramente, não cola. Venceu porque teve mais votos e só. Nada mais e nada menos que isso.

Mas também é fato que Larissa Rosado cresceu politicamente. Resta a dúvida se ela topará a quarta eleição ao Palácio da Resistência. Como a própria deputada falou, só o tempo dirá.

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