quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Por mais espaços na mídia; por um mundo real e um mundo ideal

Depois da assessoria de imprensa da coligação "Frente Popular Mossoró mais Feliz", da candidata Larissa Rosado (PSB), enviar release sobre a adesão do candidato a vereador Carlos Skarlack (PV) ao projeto oposicionista, o próprio Skarlack explica os motivos da sua opção: mais espaços no rádio, TV e jornal. A decisão dos pastores pela candidata da oposição, ao que se vê, não estaria ligada às propostas de campanha e sim por espaços na mídia. Agora, os evangélicos poderão evangelizar em paz na Rede Resistência de Comunicação.

Não que a decisão dos 41 pastores, de acordo com as informações chegadas, não seja passível de críticas. Afinal, eles também são eleitores. Mas não se pode misturar as coisas. Política e religião andam na contramão e se existe a junção delas, é como um desastre automobilístico: um choque violento. Principalmente aos fiéis, que estão acostumados com a palavra de conforto, de Deus. Certamente as palavras serão outras. Ou pedidos: de votos. Da apresentação de um mundo totalmente oposto. Fica igual ao pensamento de Platão, com dois mundos: um real e outro ideal. Aqui, os fiéis decidirão.

O blog não está condenando a decisão. Apenas comentando. Já que os pastores resolveram tornar a adesão política pública, é sinal de que estão abertos a comentários. Positivos ou negativos.

No caso em questão, entende-se que a opção foi por mais espaços na mídia para evangelizar. Ou seja: propagar palavras de paz, harmonia e equilíbrio através da fé. Espera-se que não se tenha outro sentido, que não este.

A história mostra que fé e política caminham juntas, mas em algum lugar da própria história foi preciso a separação delas. São incompatíveis Não que pastores e evangélicos não possam ter opinião. Claro e devem. Agora só não soa bem, não surge bom aos olhos da ética, que tal quadro se constate pelo uso da fé para curar outras doenças, que não a do espírito. Da alma.

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