segunda-feira, 11 de junho de 2012

A 'nova' retórica de Josivan Barbosa

Talvez uma frase tenha sido a mais impactante da entrevista concedida pelo ex-reitor Josivan Barbosa de Menezes (PT) ao blog Retrato do Oeste, hospedado no portal do Jornal de Fato (www.defato.com): "acreditamos que a população não vive só de retórica."

E na verdade, o ex-reitor está com a razão. O eleitor não vive só de retórica, de discursos. Contudo, para quem inicia na carreira político-partidária, Menezes esquece que ele passou 11 meses usando e abusando da retórica. Agora, pode até ser que ele tenha entendido que o fazer política não deve ser encarado simplesmente como algo, simbolicamente, parecido com uma metralhadora: a boca.

É que, ao direcionar sua metralhadora verborrágica contra as deputadas Sandra Rosado e Larissa Rosado, do PSB, ele esqueceu de olhar para o horizonte. Não levou em consideração que "além, muito além daquela serra que ainda azula no horizonte" tinha o PSB no caminho. Ou melhor: existia a força de uma líder na Câmara Federal que, no seu legítimo direito de fazer política, usou e abusou do que sabe fazer melhor e conseguiu minar os campos petistas em Mossoró.

A Josivan, coube apenas o papel de coadjuvante. De estrela maior de um partido que conseguiu ser manchete em jornais por meses, se transformou em um pequeno rescaldo do que o PT poderia apresentar nas eleições deste ano.

E o que é pior: terá que afirmar, reafirmar e confirmar que a deputada federal Sandra Rosado agora se entende com lideranças políticas e muito mais com a filha Larissa Rosado. Algo que o ex-reitor não vislumbrava até pouco tempo.

Ele passou a enxergar que o PSB representa algo "novo" na política local e tem um discurso prontinho para expor a quem o perguntar sobre a mudança repentina da retórica e de atos: não podia esperar mais quatro ou oito anos.

Ora, esse é o tempo de uma administração, levando-se em consideração a possibilidade da reeleição. 

Vê-se, com essa nova roupagem retórica do ex-reitor, que não havia discurso construído para alavancar sua ex-candidatura ao Palácio da Resistência. O que sempre houve foi um só propósito: sair dos muros da Ufersa para ganhar uma suposta notoriedade política para, enfim, cair nos braços do PSB. Algo, entende-se, previamente programado e sem temor de que a retórica de antes agora pudesse ser usada contra ele.

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