segunda-feira, 25 de junho de 2012

Micarla: se for a oposição pega; se não for, pega também

A prefeita natalense Micarla de Sousa (PV) vive uma situação política delicada. Impossibilitada de disputar a reeleição devido ao alto índice de reprovação de sua administração e de rejeição popular, ela não encontrou um nome para colocar na forca. O primeiro convidado, ex-deputado estadual Luiz Almir (PV), não aceitou a proposta e afirmou que uma candidatura a vereador seria mais aceitável e aconselhável.

Há cinco dias do prazo máximo às convenções partidárias, Micarla segue seu drama político. Ela pecou pelo autocontrole e autossuficiência apresentados ao longo da sua administração. A prefeita escanteou aliados e pensou que poderia administrar a capital do Rio Grande do Norte sem apoio. Foi seu maior erro.

Agora vem o troco: nenhum aliado de 2008 lhe estendeu a mão. A prefeita verde - não só com relação ao seu partido, mas como "marinheira" de primeira "viagem" na gestão pública, sente na pele o drama de não poder usufruir um direito que lhe é legítimo. Afinal, se for à reeleição, ela será a vidraça preferida da oposição.

Entende-se que Micarla de Sousa segue um dilema comum aos políticos que enfrentam rejeição popular considerável: se for, a oposição pega, se ficar (quieta) a oposição também pega.

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