quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dificuldades políticas de vereadores ficam duplicadas

O dano aos vereadores Claudionor dos Santos (PMDB) e Francisco José da Silveira Júnior (PSD) - presidente da Câmara Municipal de Mossoró - já está causado. Os dois ficaram com a imagem arranhada com a Operação Vulcano, deflagrada pela Polícia Federal nas primeiras horas desta quarta-feira.

Embora figurem na operação como suspeitos e os delegados tenham falado sobre indícios relacionados a um suposto benefício deles na aprovação de projeto relacionado à construção de novos postos de combustíveis, nada está provado.

É aquela história: a primeira impressão é a que fica. O exemplo vem da Operação Sal Grosso, em 2008 e que provocou a não-reeleição de alguns vereadores à época. Agora vem a Vulcano.

É preciso analisar que, apesar dos indícios, a operação ainda não apresentou resultados conclusivos. Tem-se conversas entre alguns acusados e que envolvem outros vereadores e outras pessoas, mas faz-se necessário saber o contexto dessas conversas.

O blog não está aqui defendendo ninguém. Até porque este espaço não advoga. Apenas analisa.

O vereador Claudionor dos Santos foi levado à Polícia Federal de Natal, onde permanecerá detido por cinco dias. Silveira Júnior, segundo seu advogado, Marcos Araújo, entrará com pedido de Habeas Corpus antecipado para evitar a sua prisão. É a garantia que o presidente da Câmara pediu para retornar a Mossoró sem que seja preso. Quer evitar o constrangimento. A mesma sorte não teve Claudionor.

E é assim, entre a Sal Grosso e a Vulcano, que se encaminha às eleições de Mossoró. Isso com relação às chapas proporcionais. Recentemente, em entrevista ao Jornal de Fato, o advogado Marcos Lanuce alertou para as dificuldades eleitorais que alguns vereadores passariam. Agora, crê-se, essas dificuldades são amplamente redobradas.

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