segunda-feira, 11 de julho de 2011

'Greve que te quero greve'

A movimentação dos estudantes universitários, que pleiteiam mais recursos para a UERN, fez o blogueiro lembrar de um debate entre o reitor Milton Marques de Medeiros e o professor Gilton Sampaio, diretor do Campus de Pau dos Ferros, fato ocorrido durante a eleição à Reitoria da Universidade. O embate se deu no Campus Central. Entre outras falas, Gilton culpou o reitor pelo corte de orçamento no Cameam e afirmou que faltava até papel higiênico. Milton Marques, na réplica, fez valer a voz da experiência e disse que a questão era de tino administrativo. Devolveu o abacaxi para Gilton.

O que o blog quer dizer é que, nessa questão específica, de mais verba para a UERN, essa pauta não caberia no movimento. Diz respeito a assuntos meramente administrativo e deveria ser tratada diretamente entre o reitor da UERN e o Governo do Estado.

A análise de quem está de fora, à primeira vista, é de que Reitoria, Aduern e alunos estão alinhados e que as ideias que chegam à sociedade partem de dentro da Universidade. Se falta verba para a UERN desenvolver suas atividades, o tema deve ser debatido de gestão para gestão. Assim do jeito que está posto, passa a mensagem de que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte estaria usando de todos os mecanismos legais para pressionar o Governo do Estado no atendimento do pleito.

Dia desses alguém fez uma observação que faz sentido: em greves anteriores, o movimento paredista metia o sarrafo no então reitor Walter Fonseca. Agora é diferente. Talvez pelo fato do reitor Milton Marques não ter tomado "dores" do governo ou por, quem sabe, estar ciente de toda a movimentação - seja do COMEM (Comando do Movimento Estudantil de Mossoró) e da Associação dos Docentes da UERN (Aduern). E essa observação pode fazer algum sentido. O reitor é professor. Mas também é gestor, e como tal, tem preocupação macro da situação.

O blog não quer, com isso, afirmar que os estudantes estão errados. Não se trata disso. Estão no direito deles de reivindicar melhorias ao ensino superior. Só vejo que a pauta específica do descontingenciamento, por mais verba, foge um pouco das premissas estudantis. Afinal, o COMEM não administra nenhuma verba. A democracia, com o ato dos estudantes, é exercida em sua plenitude. Mas é bom não politizar o assunto ou insistir na tese marxista de que o homem não seria liberto no Estado.


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