quinta-feira, 10 de março de 2011

Governo e Banco Mundial criarão cadeia produtiva no campo

O governo do Estado quer criar a cadeia produtiva rural, dentro da política de desenvolvimento sustentável. Um esboço do projeto foi apresentado pela governadora Rosalba Ciarlini, na manhã desta quinta-feira, 10, ao coordenador para operações setoriais de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Mark Lundell. “Queremos o desenvolvimento de ações integradas”, adiantou a governadora, prevendo a apresentação da carta-consulta dentro de 90 dias.

Com capacidade de contratação em torno de 360 milhões de dólares, conforme análise dentro do projeto de ajuste fiscal do governo federal, o governo do Estado ainda não sabe o valor da nova operação, mas espera que o Banco aprove os investimentos que terão como novidades, ações nas áreas de saúde e educação. “Nessa nova consciência de combate à pobreza o mais importante é a inclusão social”, destaca o coordenador do Banco, que vê grande possibilidade de desenvolvimento de cadeias produtivas no Estado para atender a demanda dos mercados interno e exterior.

Reconhecendo o cuidado dos novos gestores com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o representante do Banco Mundial aprova a vontade do governo do Estado em promover a inclusão através das cooperativas e associações rurais. “Precisamos criar condições com a participação de associações para trabalharmos projetos de irrigação na Barragem de Santa Cruz”, observou a governadora, citando a obra como exemplo do que o governo quer junto ao Banco para o desenvolvimento sustentável no Estado, ressaltando que outras atividades como aquacultura e caprinovinocultura devem ser contempladas. Para dar resultados comerciais, a governadora afirma que o projeto deve antes ter a saúde e educação no campo como prioridades.

Esse novo modelo de trabalho com o Banco Mundial é considerada a terceira etapa da parceria que teve antes investimentos em infraestrutura e ações sociais. Agora, o governo quer integraá-las para que, além da valorização das famílias rurais, sejam criadas oportunidades de mercado para essa atividade.

Em 10 anos, o Banco já investiu U$ 1,2 bi em desenvolvimento sustentável no Nordeste. Os cálculos do governo do Estado é que nas duas últimas operações de créditos foram U$ 45 milhões para o programa de combate à pobreza rural e U$ 36 milhões para o programa de convivência com o semi-árido.

Participaram da reunião os secretários Obery Rodrigues (Planejamento); Manoel Pereira ( Administração); Gilberto Jales ( Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária); José Simplício de Holanda (Adjunto Agricultura); Vera Guedes (Adjunta Administração) e Marisa Rodrigues, coordenadora de projetos especiais da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), Marisa Rodrigues.
 
Texto e foto: Assessoria de Imprensa

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