terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DEM: governo ou oposição?

Cargos. Não se fala em outra coisa. É aqui e ali. Tanto faz no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Seja em Mossoró ou Natal. Tudo segue a mesma linha. Vejam o rompimento do deputado João Maia (PR) com a prefeita Micarla de Souza (PV), em Natal. É o exemplo mais claro de ambição, por uma fatia maior de cargos. Tudo em nome da política.

Em Mossoró, vereadores romperam com o governismo depois da negativa por mais espaços. Em Brasília, o PMDB esperneia, faz birra e ameaças por mais e mais cargos.

E nós? Ora, o que nos resta é apenas observar essas patéticas cenas. O valor do salário mínimo vem sendo usado pelo PMDB para pressionar a presidente Dilma Rousseff (PT) a atender os caprichos de uns. Outros, a maioria, que se danem. Esses, os outros, somos nós, contribuintes.

Na esfera estadual, se tem rompimentos já anunciados e outros por vir. O ex-prefeito de Nova Cruz, Cid Arruda, queixou-se de ter sido escanteado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM). E rompeu. Em Pau dos Ferros, o prefeito Leonardo Rego (DEM) e o deputado estadual Getúlio Rego (DEM) estão amuados porque não emplacaram todos os cargos no Hospital Regional Cleodon Carlos.

Sinceramente, tudo isso enoja. Como se ser "liderança" política fosse a coisa mais importante do mundo. Aliás, na verdade o é. Claro que no mundinho de quem faz birra.

Pelas bandas de Mossoró, o vereador Chico da Prefeitura (DEM) esperneou pelo fato de não emplacar um irmão no comando do Detran.

O que se vê evidencia que o DEM está fazendo mais pirraça do que o PT de antigamente. No caso do RN, deixa-se entender que o Democratas não está sabendo ser governo. Então parte para fazer oposição a si próprio.



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