sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Alex Moacir vê chances de vitória

Citado como um dos nomes do grupo governista à sucessão da prefeita Fafá Rosado (DEM) para as eleições do próximo ano, o secretário municipal de Serviços Urbanos, Trânsito e Transportes Públicos, Alex Moacir (PMDB), afirmou que não tem essa pretensão, embora se diga feliz ao ser lembrado e incentivado ao embate eleitoral de 2012.

Ele defende que o seu partido, por ter apresentado ascensão ao poder maior na eleição do ano passado, apresente postulantes ao cargo de prefeito ou vice-prefeito em Natal e Mossoró. “Tenho certeza que, pela força do partido e da sua militância, temos como ampliar essa bancada e também avaliar qual o projeto que o PMDB quer para 2012. Opino que o partido tenha que participar da chapa majoritária nas principais cidades do Estado. É um partido forte e tem que mostrar isso. Tem que pensar em voos mais altos e ser mais ousados. Se não for a prefeito, que seja a vice-prefeito”, disse.

O secretário acrescenta que a prefeita Fafá Rosado ainda não conversou com o grupo sobre a sua sucessão e disse que existem cinco nomes que podem dar sequência ao trabalho. Ressaltou que o governo chegará em 2012 com amplas possibilidades de eleger o sucessor, seja ele ou qualquer outro membro do nosso agrupamento político. “Não almejo, mas estou pronto para ajudar.” Confira a entrevista:


A ascensão do PMDB no plano nacional, com a eleição de Michel Temer como vice-presidente da República, deixou o partido em posição privilegiada e, consequentemente, atraiu os holofotes para as eleições de 2012. O PMDB já definiu os rumos em Mossoró?
NÃO sou membro da executiva e sim um simples filiado. A minha opinião, como filiado, é que o PMDB tem que deixar de ser coadjuvante e partir para ser ator principal. Como um partido grande que é, e pela retomada ao poder com o vice-presidente Michel Temer, temos que ter candidatos a prefeito ou a vide-prefeito em Natal e Mossoró. Temos que participar da chapa majoritária e tentar formar o maior número de vereadores na próxima legislatura. Hoje temos dois vereadores. Tenho certeza que, pela força do partido e da sua militância, temos como ampliar essa bancada e também avaliar qual o projeto que o PMDB quer para 2012. Opino que o partido tenha que participar da chapa majoritária nas principais cidades do Estado. É um partido forte e tem que mostrar isso. Tem que pensar em voos mais altos e ser mais ousados. Se não for a prefeito, que seja a vice-prefeito.

Estamos a pouco menos de um ano e seis meses das convenções partidárias que homologarão os candidatos. O nome do senhor é posto no tabuleiro. Existe essa pretensão do seu nome ser posto como candidato a prefeito do PMDB?
Além de ser filiado do PMDB, faço parte do grupo político da prefeita Fafá Rosado. Sigo a liderança da prefeita e acho importante que, primeiro: temos um leque de partidos que dão sustentação ao governo municipal, e dentro desse leque tem aparecido nomes com possibilidade de serem candidatos, os quais a população está lembrando. Isso mostra a força política do governo Fafá Rosado. A força administrativa estamos mostrando com obras e serviços que estão sendo executados. Quando se começa a falar, a oposição sempre tem um nome ou dois. Nunca mais que isso. No governismo, temos até cinco nomes que têm condições. Com relação à minha pessoa, não tenho a pretensão de ser candidato e quero fortalecer o nosso grupo. Creio que esse projeto que está sendo bem executado, desde a época da então prefeita Rosalba Ciarlini e depois com Fafá e agora chegamos ao Governo do Estado. Temos que manter a continuidade administrativa e a cidade está colhendo os frutos do desenvolvimento. O governo chegará 2012 com amplas possibilidades de eleger o sucessor, seja Alex Moacir ou qualquer outro membro do nosso agrupamento político. Não almejo, mas estou pronto para ajudar.


O senhor falou em até cinco nomes no grupo. Não existiria a possibilidade de divisão do sistema com esse leque todo?
Na realidade, ninguém conversou com a prefeita Fafá Rosado. Das vezes em que falo com a prefeita, a conversa é sobre temas administrativos. Sobre política ninguém falou ainda. Vai chegar o momento de reunirmos todas as nossas lideranças para avaliar esse quadro. Como você falou, tem um ano e seis meses para as convenções e acho que esse processo foi até antecipado. Podemos aguardar mais um tempo. Todos os envolvidos nesse processo pré-eleitoral estão imbuídos com o mesmo objetivo, que é fortalecer o agrupamento político e dar continuidade ao projeto administrativo que está sendo desenvolvido, e o qual a cidade reconhece. Creio que não deverá haver divisões. Temos um leque de partidos, várias pessoas citadas e não vejo divisão. Até porque a nossa líder ainda não falou e não conversou com ninguém sobre isso.

Logicamente que o senhor, citado como nome à sucessão da prefeita Fafá Rosado, vem sendo incentivado. A partir de qual momento o senhor poderá viabilizar sua candidatura?
REALMENTE tenho recebido estímulos de várias pessoas, tanto de populares que me encontram e surpreendem com esses apoios, quanto de vários segmentos. Estou no serviço público há alguns anos, e nessa seara política há bastante tempo. Já trabalhei sempre nos bastidores, fazendo assessoria política e tenho bom acesso a todas as camadas da população. Tenho um serviço prestado na cidade... Mas é como eu falei: não pensei nisso ainda e acho que depende muito das conversas que vão existir com o nosso grupo político e com a prefeita Fafá Rosado. Como a prefeita não deu nenhum sinal de que falará agora sobre essa questão, respeito e aguardo o momento em que ela chamará todos os envolvidos para uma conversa. Continuarei trabalhando o que fiz nos últimos seis anos, como secretário municipal. Estou sempre nas ruas, desenvolvendo meu trabalho em prol da comunidade e do fortalecimento do governo. A partir do momento em que tiver uma sinalização, esse será o momento de se ter um olhar direto sobre essa questão política e se buscará a viabilização de um projeto. Por enquanto, estou aguardando. Tenho sido estimulado e fico feliz. Como um soldado do grupo não vou me antecipar e aguardarei a palavra da nossa líder.

Insisto na pergunta: qual seria o momento ideal para se trabalhar nomes?
CREIO que após o primeiro semestre. De julho em diante. Aí já começa a se ter um trabalho das agremiações partidárias. Teremos em setembro o último prazo para filiação para quem quer ser candidato. Entre julho e setembro é que deve se ter um olhar diferenciado, até para ver a composição partidária, dos partidos que trabalham conosco, e se ter uma noção de quem poderá ser o nosso candidato. Se deixar para janeiro, creio que fica muito em cima. Apesar de estarmos com o governo bem avaliado, a eleição de 2012... A população avaliará tudo o que foi feito e o nosso governo terá um peso forte. Temos muitas pessoas que desejam sair candidatas a uma vaga na Câmara Municipal, tendo em vista desse aumento das cadeiras (de 13 para 21) e temos que conversar, chegar junto, orientar e ver a questão partidária. Temos que trabalhar isso de julho para setembro.

O senhor acha que será possível o consenso em meio a tantos nomes?
CREIO que sim. Temos bons nomes e todos têm serviços prestados na cidade. O nosso grupo tem bons quadros. Temos quadros no município e também no Estado, que estão prestando serviço ao Governo do Estado. Teremos um consenso. Esse é um lado bom. Ruim seria se não tivéssemos um nome. Imagine um governo chegar ao final, em 2012, e não termos um nome que despontasse como candidato... Isso seria muito ruim e mostraria fragilidade, o que não é o nosso caso. Acredito muito na liderança da prefeita Fafá Rosado e no momento em que ela apontar o caminho, seguiremos o nome. Todos nós que fazemos parte do grupo iremos seguir essa orientação.

Com relação à atuação da Secretaria de Serviços Públicos, como está a questão do transporte público? O sistema atual atende a demanda da cidade?
NÃO, não atende a demanda. Acabamos de concluir o Plano de Mobilidade. Estamos esperando a abertura dos trabalhos legislativos para encaminhá-lo para a Câmara Municipal, onde ocorrerá a devida discussão e será aprovado. Quando for aprovado, iremos lançar uma licitação para o transporte coletivo. Nunca teve licitação na cidade e acho que nem na capital do Estado. Serão criadas várias novas linhas, fazendo com que a gente consiga ofertar serviço de qualidade à população. Paralelo a isso, com o trânsito municipalizado em 2009, fizemos várias ações no ano passado, as quais não são suficientes e que esperamos dar continuidade este ano, para que possamos melhorar o setor. Fizemos investimentos na área semafórica, na área de pavimentação, melhorando o fluxo de veículos. Melhoramos a sinalização e vamos retomar a sinalização.

A partir da municipalização do trânsito, alguns pontos críticos foram diagnosticados. Existe a possibilidade de abertura de novas vias para resolver o problema?
PODE ocorrer sim, mas mediante estudos. Temos um setor de engenharia que trabalha na área e vamos iniciar análise de alguns pontos críticos e que provocam acidentes. Vamos começar um trabalho de colocação de redutores de velocidade. Quando se fala em problemas no trânsito, a primeira coisa que se diz é o estacionamento. Estamos com um projeto praticamente concluído e vamos apresentar à prefeita e depois à sociedade, que é o projeto de estacionamento rotativo. Só com o estacionamento rotativo poderemos resolver esse problema. A cidade cresceu e precisamos dar uma solução. Com o estacionamento rotativo, que em alguns lugares é chamado de Zona Azul, resolveremos. Essa é uma meta para 2011, obviamente depois de ser conversado e debatido. Paralelo a isso, algumas mudanças em áreas críticas.

 
Fonte: Jornal de Fato

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