quinta-feira, 25 de novembro de 2010

‘Vendidos’ e ‘compradores’

Em tempos de mundo virtual, a força das palavras surtem efeitos piores do que uma navalha. Mas é preciso ter cuidado. Ofensas surgem de todos os lados. Mas afinal, quem é vendido a quem? Todos os dias, seja por Twitter ou blogs, parte da imprensa é atingida por próprios jornalistas de estarem a serviço de políticos.
São críticas e mais críticas. “Azul turquesa”, “Smurfs” é o mínimo que se diz. Até vereadores entram nessa onda. Ora, se existe algum vendido, quem acusa também o é. Todo mundo sabe que quem acusa presta alguma assessoria a alguém. Vereadores, deputados e até o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) estão nessa.
O que está em jogo não é apenas a presidência da Câmara Municipal de Mossoró. O Executivo também entrou na roda. Josivan Barbosa, por exemplo, tem alguns assessores que passam a imagem de administrador nato. Usam o Twitter para tal função. E é errado? Claro que não. O reitor está correto. Se ele quer ser prefeito, tem mais é que vender “seu peixe”. Mas poderia ser menos agressivo e mais cauteloso.
Não é achincalhando a imprensa que se terá a atenção da mídia. Tem que saber usar mecanismos menos ofensivos. Oposição é oposição e governo é governo. Tem os dois lados e ambos têm seus assessores.
Quem é oposição hoje poderá ser situação amanhã. E os que trabalham para a oposição serão chamados de “vermelho sangue”? Não. Devem ser vistos como assessores. Apenas isso.
Se a Ufersa está crescendo, pontos para o reitor. Mas é bom lembrar que ele não faz nada mais e nada menos do que a sua obrigação. Ele foi eleito para administrar a universidade. Tem toda a estrutura do Governo Federal á sua disposição e é quase filiado ao PT. Não é de se espantar que tenha conseguido avanços. Mesmo assim, é um fato a se comemorar, pois educação nunca é de menos. Ainda mais em se tratando de educação superior.
Agora vejam a questão das emendas ao OGU. Se fôssemos bairristas, diríamos que apenas o deputado federal Betinho Rosado (DEM) beneficiou Mossoró. A deputada Sandra Rosado (PSB) não destinou nadica de nada para estas bandas. Ela está errada? Não. Sandra foi eleita para representar o Estado e se ela destinou sua emenda para outras cidades é justo que assim o faça.


NOTAS/NOTAS/NOTAS

Prazos
Os vereadores do G-7 estão indo com pressa ao pote. A discussão relacionada à eleição da presidência da Casa não pode ser resolvida na próxima terça-feira, como quer Francisco José da Silveira Júnior (PMN). Existem prazos que devem ser cumpridos: 10 dias para o vereador Manoel Bezerra de Maria (DEM) apresentar suas explicações ao juiz Pedro Cordeiro, bem como o da própria Câmara. Sem falar que a Vara da Fazenda Pública passa por correição, o que indica que terá mais dias pela frente. A defesa de Manoel Bezerra só passaria a vigorar, portanto, com o fim dos trabalhos de correição.

Alvo
A bancada oposicionista escolheu a vereadora Cláudia Regina (DEM) como alvo preferencial no momento de crise na Câmara Municipal. Dizem que a dissidência de alguns governistas foi falta de articulação da líder do governo na Casa. Ora, como articular um grupo que está de saída? Jório Nogueira tem insistido nessa tecla. Ao blog, Cláudia disse que não pode responder por atos de outros colegas.

II
O objetivo é minar a vereadora, que anda com a cotação em alta para ser a candidata à Prefeitura de Mossoró em 2012. A oposição na Câmara, que conta também com o vereador Lahyre Rosado Neto (PSB) – que é irmão da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e um nome quase certo para o embate eleitoral de 2012 – deve seguir as orientações do PSB. A regra é claríssima.

Um comentário:

Lúcia Rocha disse...

Bom comentário sobre a desinformação do reitor da UFERSA, mas a assessoria da prefeitura teria passado a informação correta antes de ter sido passada pelo reitor?