quarta-feira, 6 de outubro de 2010

2010 repetiu 2002

Em 5 de agosto passado escrevi neste espaço que o cenário político de 2010 repetiria o resultado de 2002. Naquele ano, o então vice-governador Fernando Freire, que ascendeu ao cargo maior do Rio Grande do Norte, não logrou êxito nas urnas e perdeu para a então ex-prefeita de Natal, Wilma de Faria. É bem verdade que houve um segundo turno. Em 2010, nem isso ocorreu. O governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) perdeu a parada no primeiro turno para a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), governadora eleita em 3 de outubro passado.
Os erros da campanha governista já foram dissecados por todos os blogs e jornais impressos do Rio Grande do Norte e seria repetitivo elencá-los aqui. Contudo, pelo momento, é oportuno dizer que da escolha do candidato ao marketing, tudo foi equivocado. Wilma de Faria tinha, como se diz, a faca e o queijo. Não soube usar a lógica e perdeu a fatia. Aliás, as fatias, pois ela também não logrou êxito.
Os erros começaram por Wilma. Cercada por pessoas que passaram imagem de lideranças e a blindaram, talvez com a falsa mensagem de que estariam fazendo o certo. Ora, um administrador não pode ficar refém de liderados que não têm sintonia popular e que destratam e menosprezam a capacidade e a liderança dos outros.
Agora é torcer para que o governo eleito atenda às expectativas do povo. O eleitor captou a promessa de transformação dita por Rosalba Ciarlini. Pelo que Mossoró testemunhou em três administrações de Rosalba, as mudanças devem ocorrer. A começar pelo tratamento ao interior do Estado sendo tratado a pão e água, com ações governamentais entregues a pessoas que não têm interesse no desenvolvimento coletivo.

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