sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mais um capítulo da reativação de voo em Mossoró

Quatro empresas de aviação aérea têm interesse em explorar o serviço no Aeroporto Dix-sept Rosado. Afirmação da governadora Wilma de Faria. Ontem ela recebeu a diretoria da Nordeste Aviação Regional (Noar) em seu gabinete. Nada de concreto, apenas negociações. É certo que para que a reativação de uma linha aérea no aeroporto de Mossoró depende do apoio do Governo do Estado. É fato. Contudo, não se pode fechar os olhos para a necessidade de mudanças no local. Discussões recentes mostram que é preciso fazer adequações.

Não seria melhor iniciar essa fase para, posteriormente, falar em reativação do serviço? Certamente que, se tal linha for reativada e o aeroporto continuar do jeito que está, fatalmente veremos o mesmo filme se repetir. A questão é que existe uma queda de braço envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró. Quando da discussão sobre a situação do aeroporto, o governo não enviou representante.

É sabido por todos que o Dix-sept Rosado é gerenciado pelo Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER). Mesmo o órgão contando com funcionários locais, sequer tiveram a gentileza de enviar, ao menos, um ASG. A versão que se propagou foi de que o grupo criado pela prefeita Fafá Rosado estava querendo politizar o debate.

Ora, desde que me entendo por gente sei que toda discussão relacionada à cidade é fazer política. Não seria diferente com o aeroporto. Em plena nova era, o que não se pode admitir é que a perpetuação de uma prática antiga de se fazer política. Faz-se necessário que as bandeiras partidárias sejam baixadas e que todos se reúnam para tentar viabilizar algo que interessa a todos.

Não se pode falar em desenvolvimento, de turismo, ou seja lá do que for relacionado ao aeroporto sem que nada de concreto seja, efetivamente, feito. É preciso investir em segurança, ampliação da pista, garantir mais conforto aos que podem desembarcar na cidade. Enfim, tem uma série de providências que precisa ser tomada e nada é feito.

É certo que também se precisa negociar com empresas. Mas também seria de bom tom que não se deixasse o local como antes. Seria investimento vão. Sim, pois para que qualquer empresa possa operar em Mossoró o Governo do Estado e a Prefeitura teriam que garantir quantidade X de passageiros até que houvesse fluxo normal. Empresários locais querem investir e é preciso que sejam ouvidos.