quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

'É necessário dialogar com o setor produtivo', diz Jorge do Rosário


O blog sequencia entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de Mossoró. Depois de Isolda Dantas e Alysson Bezerra, a vez agora é do empresário Jorge do Rosário. Jorge sepultou com as especulações acerca de suposto convite a ele pelo rosalbismo em 2016 e negou que houvesse projeção para aliança com a prefeita Rosalba Ciarline nas eleições deste ano. Para ele, a viabilidade de qualquer nome se dá por meio de apresentação de um projeto sustentável. É o que ele vem fazendo desde 2016, quando foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo também empresário Tião Couto. Acompanhe abaixo a conversa:

O senhor está sendo cotado para disputar a Prefeitura de Mossoró. Caso decida positivamente, como o senhor vislumbra a viabilidade política de seu nome?
A viabilidade de qualquer nome se dará através da apresentação de um projeto sustentável e exequível, onde fique claro que, através dele, seja possível resolver os problemas da nossa cidade e com isso melhorar a vida do povo. Não é somente uma questão de nome, embora seja importante a história de vida que demonstre competência e capacidade para liderar a execução desse projeto.

Parte da oposição já começou a compor parceria. É o caso do PT com o PV. O seu partido pretende iniciar o diálogo com outros partidos e tentar unificar a oposição?
O diálogo já foi iniciado há muito tempo. Temos conversado praticamente com todos, e não temos restrição a nenhum partido nesse sentido. A questão de unificar a oposição vai depender dessas conversas, embora reconheça que não é  fácil unir todos que estão no campo da oposição.

O senhor foi candidato a vice-prefeito em 2016. Seguirá com a mesma máxima, de um projeto alternativo que une de experiência bem sucedida na esfera privada e que pode ser aplicada no serviço público?
Existem diferenças fundamentais entre o serviço público e o privado. A gestão privada visa o lucro e consequentemente o aumento de produção, que inclusive pode gerar mais empregos. Já no serviço público, há um orçamento que se sobrepõe às necessidades, e é preciso fazer um rigoroso planejamento e tomar decisões pensando em prestar melhor serviço a sociedade. Aprendi desde cedo a fazer mais com menos dinheiro, e isso pode e deve ser aplicado no poder público.

Diz-se que o senhor foi convidado pelo rosalbismo para compor chapa em 2016. Haveria possibilidade de aliança com a prefeita Rosalba Ciarline?
Não há como responder a um convite que não existe. O que existe são rumores.

O que está dando errado na administração pública de Mossoró?
Temos muitos problemas em Mossoró que já existem há algum tempo. É certo que existe uma dificuldade de investimento e este não é um problema só da nossa cidade. Por outro lado, se temos pouco dinheiro para resolver os problemas, é preciso ser mais eficiente para, como falei, fazer mais com menos. Isso é possível. O gestor precisa se antecipar, planejar a curto, médio e longo prazo. Vou dar um pequeno exemplo na área da saúde: estamos entrando num período de inverno. Sabemos que o número de atendimentos nas UPAS e Unidades Básicas de Saúde irão dar um grande salto devido ao número de doenças que surgem. O gestor precisa estar atento a este momento, e aumentar o número de equipes médicas nesse período. São medidas que podem ser tomadas sem tanto investimento.

A cidade se mostra estagnada em alguns setores. O senhor vislumbra mecanismos que possam mudar o quadro?
O maior programa social de qualquer governo é a geração de emprego e renda. É necessário, portanto, dialogar com o setor produtivo, principalmente os micro e pequenos empreendedores, criando assim um ambiente de negócios que viabilize o investimento e com ele a criação de mais postos de trabalho. É bom lembrar que são os micro e pequenos empreendedores quem mais geram empregos nesse país.

É verdade que o senhor estaria enfrentando objeções, interferência política, em negócios empresariais?
Não existe nenhum fato nesse sentido. Minha atividade empresarial é independente da política. Até porque a Repav é uma construtora que trabalha apenas construindo e vendendo empreendimentos privados, mais especificamente apartamentos e casas.

O que o eleitor pode esperar de Jorge do Rosário como candidato a prefeito?
Sou uma pessoa simples, transparente e aberta ao diálogo. Não fujo aos desafios. Tenho tratado os problemas da nossa cidade com críticas construtivas, dizendo como eu faria para resolvê-los. Penso que os candidatos devem seguir por este caminho. Afinal, o povo vai querer saber dos candidatos como eles pretendem resolver os problemas de Mossoró.

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