domingo, 6 de abril de 2014

Eleição suplementar já começa com questionamentos jurídicos

E a semana promete ser quente na Justiça Eleitoral. A determinação do juiz José Herval Sampaio Júnior, de que as convenções deveriam ser cartoriais, será objeto de análise judicial. O blog foi informado que o Ministério Público Eleitoral deve questionar algumas posições tomadas em atos políticos que homologaram candidaturas. Isso envolve os três nomes que estão em maior projeção às eleições suplementares.

Pela lei, e seguindo o que tinha afirmado o juiz da 33ª zona eleitoral, não se permitiria atos pomposos, com faixas, cartazes, fotos e bandeiras. No máximo uma decoraçãozinha "mixuruca" para as convenções não passarem em "brancas nuvens", como se diz.

Ocorre que não foi bem isso que se seguiu nas convenções realizadas sexta-feira e sábado. A situação que poderá apresentar maior jogo de cintura jurídico envolve a do prefeito em exercício Francisco José Júnior (PSD). Não pelo ato em si, mas por discursos de pessoas/lideranças que não eram filiadas ao PSD ou a nenhum partido integrante da coligação.

O blog se refere, obviamente, ás falas da ex-prefeita Fafá Rosado e do deputado estadual Leonardo Nogueira. Ela é do PMDB. Ele, do DEM. E seus partidos apresentaram candidatos, seja na na cabeça de chapa - como é o caso do Democratas - ou na condição de vice, que é o caso do PMDB.

Para ser mais direto: Fafá Rosado e Leonardo Nogueira não deveriam ter discursado na convenção que homologou a candidatura de Francisco José Júnior. O blog ouviu hoje cedo a história de que essa particularidade iria ser questionada à Justiça Eleitoral.

Como se vê, a eleição suplementar mossoroense já começa instigante. É o prenúncio de que a coisa não será morna. Apesar de ser um pleito corrido, com uma campanha de apenas três semanas, as coisas vão acontecer com a mesma brevidade da eleição.

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